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Black Lightning – 1×01 – The Ressurection

Black Lightning

CONTÉM SPOILERS!!!

Foi uma completa surpresa quando a The CW, juntamente com a DC Comics, anunciou uma nova adaptação televisiva de outro herói de uma das gigantes das bandas desenhadas. Desta feita, é Black Lightning o novo alvo de atenções. Francamente, as minhas expectativas estavam baixas, muito pelo facto de o canal já possuir 4 séries no ar (sem contar com as séries animadas da CW Seed). Apesar de tudo, este primeiro episódio acabou por revelar uma série com grande potencial.

O que salta logo à vista neste episódio é que, ao contrário das anteriores, que contam uma espécie de história de origem dos seus heróis (tirando Legends of Tomorrow), Black Lightning é uma história de renascimento. Aqui, encontramos Jefferson Pierce (Cress Williams), o diretor da escola secundário da cidade fictícia de Freeland. Pierce revela-se bastante dedicado à sua causa humanitária, de dar uma melhor vida aos seus alunos. Mas nem tudo é assim tão simples: além de tentar lidar com a violência crescente na sua cidade, fruto da One Hundred Gang, Jefferson também tem de aprender a lidar com as suas filhas, Anissa (Nafessa Williams), uma estudante brilhante mas que teima em participar nos vários eventos sociais da cidade, e Jennifer (China Anne McClain), também ela um prodígio nos estudos, mas que deseja viver um pouco da sua vida de adolescente. 

Como se trata do seu primeiro episódio, The Ressurection usa o seu tempo para nos apresentar o elenco e o mundo em que este se encontra. Cress Williams consegue ser bastante charmoso e engraçado em doses moderadas, deixando também patente aquele lado paternal acérrimo que faz falta a alguns dos heróis da Flarrowverse. O mesmo se pode dizer das jovens Pierce, que tentam a todo o custo salvarem-se dos vários estereótipos que as acompanham, um objetivo que as dois cumprem de forma satisfatório. Também fomos agraciados aos vários membros fora deste trio: temos Lynn Pierce (Christine Adams), a ex-mulher/interesse romântico de Jefferson; Henderson (Damon Gupton), um inspetor da polícia e melhor amigo de Jefferson; e Peter Gambi (James Remar), um alfaiate que também funciona como aliado ativo de Jefferson (traz boas memórias de Alfred Pennyworth). 

O mesmo se aplica aos vilões. Ao que parece, o gangue será o responsável pelas constantes dores de cabeça do nosso herói. Esse gangue é liderado por Lala (William Catlett). Embora possa parecer muito com os dealers que costumávamos ver na série The Wire, Lala consegue ser, de certa forma, simpatizante, apesar do seu rumo de vida negativo. O mesmo já não se pode dizer sobre o pouco que vimos do verdadeiro antagonista da temporada, Tobias Whale (Marvin ‘Krondon’ Jones III). Na melhor das hipóteses, podemos esperar deste rei do crime de Freeland o mesmo que afligiu as restantes séries. 

Também me atrevo a dizer que Black Lightning tenta tomar inspiração do que vimos em Luke Cage. Porque esta série não tem qualquer desejo de se tornar em “mais uma série de super-heróis”. Tal como a série da Netflix, esta tenta o seu melhor para chamar a atenção a vários problemas de cariz social, tais como o tratamento injusto que a comunidade afro-americana sofre hoje em dia ou o tema sobre o abuso do porte de armas. Black Lightning pode muito bem estar a imitar Luke Cage, mas é como se costuma dizer: imitation is the best form of flattery.

Dito isto tudo, parece que a série tem tudo para ser uma das melhores alternativas para quem já desistiu de Arrow ou The Flash, muito por tentar trazer algo de novo para o universo da The CW/DC Comics (apesar de pertencer ao seu próprio universo particular, tal como Supergirl). Não deixem de acompanhar as nossa críticas semanais. E para quem for detentor de uma conta da Netflix, já podem contar com a série a partir de 23 de Janeiro.

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Black Lightning prova que o relâmpago da The CW/DC Comics pode atingir o mesmo sítio duas vezes!

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