Cinema Críticas

Crítica: Darkest Hour

Título original: Darkest Hour

Título: A Hora Mais Negra

Realizado por: Anthony McCarten

Elenco: Gary Oldman, Kristin Scott Thomas, Ben Mendelsohn, Lily James, Ronald Pickup, Stephen Dillane.

Duração: 125 minutos

Darkest Hour segue os primeiros meses de Winston Churchill (Oldman) como Primeiro-Ministro do Reino Unido. No auge da Segunda Guerra Mundial, Neville Chamberlain (Pickup) deixa o cargo e é substituído por Churchill, que não cede à pressão e se recusa a fazer um acordo com Hitler. Lutando contra membros do seu próprio governo, Churchill navega pelo mundo da politica enquanto tenta controlar o seu feitio, numa altura de conflito.

A necessidade de um filme que explorasse todos os ângulos deste emblemático líder britânico, expondo o seu lado de politico, de marido e homem, levou ao surgimento de um filme incrivelmente emocionante e arrebatador.

Gary Oldman conquista-nos com a sua prestação – talvez a melhor de toda a sua carreira – e ajuda a criar uma relação de amor/ódio com a sua personagem. Nos seus piores momentos, Churchill é rude, inconveniente e insuportável, mas mostra o seu lado bondoso, compreensivo e preocupado. O ator conseguiu capturar na perfeição todos os tiques, maneirismos e até a maneira de falar do político britânico.

A crescente relação de amizade com a sua secretária Elizabeth (Lily James) e o carinho e amor pela sua mulher Clementine (Kristin Scott Thomas) permitem-nos gostar deste homem, que se mostra outra pessoa durante as reuniões parlamentares e de governo.

A química entre Oldman Thomas é palpável, sendo as cenas entre ambos verdadeiramente adoráveis e enternecedoras e mostrando à audiência que Clementine era a pessoa capaz de colocar Churchill no seu lugar e tocar o seu coração. Também James consegue inspirar-nos, provando o quanto o Primeiro-Ministro tocou o coração da sua secretária.

A equipa de caracterização e maquilhagem provou o seu valor, pois a tranformação de Goldman em Churchill está bastante boa e convincente, sendo depois completada pela perfomance do ator. O guarda-roupa também conquistou pelos seus cortes elegantes, cores em sintonia com as cenas e um ligeiro toque de modernidade.

Brilhante, enaltecedor e electrizante, esta produção de Anthony McCarten será, sem dúvida, uma das maiores forças dos principais forças dos próximos prémios da Academia e promete conquistar o coração de milhares de fãs pelo mundo fora.

Trailer

 

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