Cinema Críticas

Crítica: Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

Título original: Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

Título: Três Cartazes à Beira da Estrada

Realizado por: Martin McDonagh

Elenco: Frances McDormand, Sam Rockwell, Woody HarrelsonAbbie Cornish, Peter Dinklage, Caleb Landry Jones, Kathryn Newton

Duração: 115 min.

Three Billboards Outside Ebbing, Missouri não é o filme que pensamos que é. Temos a expectativa de uma comédia negra, mas violenta. Na verdade, é muito mais que isso. Brutal, hilariante e inteiramente original, o filme tornou-se numa história brilhante para o cinema.

A história retrata um assunto delicado – uma mãe triste e um caso de violação e homicídio não resolvido – e tece em momentos de comédia negra e acentuada. Estes são, em grande parte, carregados pela magnífica Frances McDormand no papel da protagonista Mildred Hayes, e por Sam Rockwell como Dixon, um polícia ofensivo, intolerante e incompetente.

Em Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, Mildred Hayes, ao dirigir numa estrada solitária, depara-se com três placas não utilizadas. Dada a sua disponibilidade, esta aluga-as e coloca uma mensagem para o chefe da polícia local, Willoughby (Woody Harrelson) e para a sua incompetência em encontrar o culpado pela morte da filha. Mas quando o seu adjunto Dixon se envolve, a batalha entre Mildred e a lei descontrola-se.

A partir de uma ideia bem simples, o roteiro, original, desencadeia uma série de sequências tão absurdas, como surpreendentes. Mas elas só se tornam credíveis porque são executadas por personagem ricas. Do agridoce Willoughby (Woody Harrelson), passando pelo polícia desmiolado Dixon (Sam Rockwell), até ao exibicionista Charlie (John Hawkes), ex-marido de Mildred, há todo um substrato psicológico na construção desses coadjuvantes, que instigam o espetador a querer saber mais deles.

Ao assistir Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, podemos ver o esboço de um filme de vingança, mas não é nada mais do que um caleidoscópio de um filme em que as emoções e alianças mudam continuamente. Martin McDonagh criou uma história rica e cheia de complexidades. Uma exploração poderosa de tristeza, injustiça, redenção e a possibilidade de perdão, em que a sua abordagem negra nos faz questionar sobre os nossos próprios pontos de vista.

Nos Globos de Ouro de 2018, a obra lidera com quatro nomeações nas categorias Melhor Atriz (Frances McDormand), Melhor Ator Secundário (Woody Harrelson e Sam Rockwell) e Melhor Elenco.

Mas isto tudo não passam de meros detalhes. O filme é que tem que ser visto.

Trailer | Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

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