Cinema Críticas

Crítica: The Greatest Showman

The greatest showman

Título: O Grande Showman

Título original: The Greatest Showman

Realização: Michael Gracey

Elenco: Hugh Jackman, Michelle Williams, Zac Efron, Zendaya, Rebecca Ferguson

Duração: 105 minutos

The Greatest Showman é inspirado na vida de P.T. Barnum. Este visionário surgiu do nada para criar um espetáculo que se tornou uma sensação mundial. É um musical original que retrata o nascimento do show business.

Este filme é a recompensa da Fox a Hugh Jackman por mais de 15 anos a ser fiel ao estúdio e à personagem Wolverine. Este ator sempre teve ligação e gosto pelo mundo dos musicais e este é um projeto que queria realizar já há algum tempo. E de certa forma nota-se que se trata de uma paixão pessoal.

O desejo de fazer algo tão apelativo acabou por trair o material de origem. P. T. Barnum foi efetivamente alguém que, não tendo background de sucesso, criou algo que lhe permitiu triunfar na vida. Mas fê-lo pela exploração de pessoas vistas como aberrações e raridades transformando-as em atrações rentáveis. Este filme trata-se de uma versão muito abrilhantada desta história, que ilustra esta personagem como o herói da história.

Mas o facto de não ser fiel à história de origem não é o motivo para o classificarmos como um mau filme. Afinal ao “fabricar” os fatos o filme pretende passar uma mensagem, mas eventualmente isso é abandonado. O filme faz-nos criar empatia com os freaks do circo e estabelece que eles também merecem ser aceites na sociedade. O problema é que quando convence que esse é o cerne e mensagem a principal, abandona a história e dedica-se à glamorosa vida de P. T. Barnum. Todo o enredo é muito fragmentado e preguiçoso. Há muitos mini plots a confundir e acontecimentos que são estabelecidos e logo largados. E assim nada acaba por ter a compensação emocional que devíamos receber no final.

Mesmo nos aspectos de musical The Greatest Showman fica longe do sucesso. À parte da música já ouvida nos trailers “This Is Me”, todas as outras são esquecíveis e pouco adequadas. O período de tempo retratado faz as canções utilizadas destoar, já que estas têm uma vibe muito pop e moderna. Piorando ainda mais um pouco, as transições entre o diálogo e as sequências musicais é evidentemente pouco idealizada.

Mas conseguimos referir alguns pontos positivos!  Em termos visuais e de cenário não podemos dizer não é bonito. O elenco faz o seu melhor e os números musicais por si só, ignorando o contexto, são algo agradáveis. Está em concordância com o discurso do protagonista, que defende que o circo trata-se de algo que nos distraí e entretém por momentos.

Conclusão, The Greatest Showman é uma narrativa desarticulada mas cheia de brilho que pretende enaltecer o charme e carisma natural de Jackman. Prefere o sentimento fácil sobre qualquer coisa, mais do que os temas mais óbvios.

Trailer – The Greatest Showman

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