Cinema Críticas

Crítica: Flatliners – Linha Mortal

Flatliners

Título original: Flatliners 

Título: Linha Mortal

Realizado por: Niels Arden Oplev

Elenco:  Ellen PageDiego LunaNina DobrevJames Norton

Duração: 1h49m

Corria o ano de 1990 e Joel Schumacher apresentava-nos cinco jovens estudantes de medicina. Ambiciosos e ousados, partilhavam um objectivo comum: desafiar os enigmas da imortalidade e conhecer o que existe para lá da morte.

27 anos depois, desta feita pela mão de Niels Arden Oplev o enredo mantém-se e temos os “mesmos” cinco jovens estudantes, dispostos a passar pelas atribuladas experiências de alto risco que contornam os limites da existência, pondo a própria vida em risco. Várias vezes. Como? Parando essa grande máquina que é o coração durante breves períodos de tempo, vivendo experiências de quase morte. No início a adrenalina torna esta vivência extremamente alucinante, e a consciência de que tudo corre, aparentemente, bem, enche os jovens de orgulho. 

Mas a verdade é que, à medida que o tempo passa, tudo se vai tornando mais assombroso e perigoso. Os jovens vivem momentos sobrenaturais, nos quais são atormentados pelos pecados e fantasmas passados. Este para mim é um dos (poucos aspectos positivos do filme), e que se prende com a forma como estas experiências se vão desenrolando. Criando uma sensação de claustrofobia e sufoco no espectador. Um suspense moderadamente simpático. Mas penso que não há muito mais a apontar de positivo por aqui. E mesmo assim, há uma grande carga de previsibilidade que não passa despercebida.

É claro que o foco mora na Courtney  (Ellen Page), a única personagem que chegamos a “abraçar” realmente na sua essência. A interpretação não desilude mas está enquadrada num projecto genuinamente fraco em todas as suas frentes. O resto do elenco não desilude nem surpreende, anda ali a “passear” e a fazer o que tem a fazer. 

Ficamos sem perceber muito bem se esta foi uma tentativa de “copiar ou recriar a versão de 1990, a verdade é que, seja qual for a opção, foi uma má ideia.  É um filme despido de interpretação subjectiva, entregue à tendência hollywoodesca do terror fácil, barato e actual, que passa despercebido na sua componente técnica e com pouca criatividade. 

Falta…delicadeza na obra.

E falta que Hollywood consiga também despertar desta espécie de inércia a que tem vindo a entregar-se.

 

TRAILER – Flatliners

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