Rubricas Saga do Mês

Home Alone

Com este espírito natalício no ar, resolvi rever os filmes do franchise de Home Alone e, sinceramente, não me arrependi.

Durante vários anos, reclamei de ter de ver constantemente Macaulay Culkin, como Kevin, a fazer a vida de Harry (Joe Pesci) e Marv (Daniel Stern) num verdadeiro inferno. Contudo, quando finalmente me dediquei a rever estes filmes, o meu coração aqueceu-se com uma saudade e carinho enorme por aquela que foi a saga que animou os meus natais, por mais tentasse evitar ou ignorar.

Inovadora, com uma performance fantástica de Culkin, é impossível não nos perdermos em gargalhadas com as aventuras desta criança particularmente inteligente. Também Pesci Stern nos conquistam com facilidade dando vida a uma divertida dupla de ladrões, de várias maneiras tão diferentes, mas esplendidamente trapalhões e sem qualquer tipo de sorte.

A dinâmica deste trio tornou os primeiros dois filmes numa fantástica sessão cinematográfica para toda a família e a sua substituição foi a morte desta saga única. Com o insucesso de Home Alone 3a produção tentou reavivar os protagonistas originais na sequela (Home Alone 4), mas a utilização de outros atores tornou o seu sucesso impossível, pois a magia e química do trio original não era substituível.

Em 2012 foi lançada uma nova produção – Home Alone: The Holiday Heist -, que se revelou mais uma tentativa inútil de reavivar o franchiseOs filmes protagonizados por Macaulay Culkin marcaram uma geração inteira, tornando impossível reproduzir esta magia.

Por isso, este Natal, esqueçam que já viram estes filmes todos os anos desde 1990, e sentem-se à volta da televisão com a vossa família, percam-se nas aventuras de Kevin e aprendam a lição que esta história nos tenta transmitir de forma espirituosa: a família é o que mais de importante temos, não é substituível e devemos ser gratos por ela, todos os dias, não só nesta época.

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