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Jane The Virgin – Midseason Finale – 4ª Temporada

Jane The Virgin

Jane Gloriana Villanueva está de volta para mais uma temporada de twists divertidos, desamores chatos e clichés e alguns momentos menos bons. Uma das séries mais carismáticas da televisão cai agora precisamente na problemática de prolongamento desnecessário de narrativas paralelas.

O MELHOR:

Jane The Virgin é uma série ligeira, mas com um coração de ouro.

É uma daquelas apostas que capaz de nos deixar de sorriso rasgado ou com a lágrima no canto do olho com o seu olhar ternurento da vivência de uma família latina que vive na solarenga Miami.

Não é, de todo, uma série que se leve a sério a si mesma. Aliás, o seu carisma vive precisamente deste desapego da seriedade com que a maioria das séries românticas se encontra.

Jaime Camil é, inquestionavelmente, um dos pontos mais fortes da série e não cessa em provar que é o dono do “show”. Rogélio é mesmo extraordinário e os maneirismos de Camil ajudam a que os episódios ganhem ainda mais vida.

Outra grande aposta da série reside na exploração das personagens secundárias que vão recheando esta novela de momentos surpreendentes e que rompem com a fórmula típica do romancismo.

Petra, interpretada pela belíssima e talentosa Yael Grobglas, é uma força da natureza e leva-nos a agarrar à série mesmo quando esta se torna chata e aborrecida.

A atriz e toda a porção de enredo que a envolve é extremamente eficaz em proporcionar twists divertidos que vão aguçando progressivamente a curiosidade do espectador.

O tom quente de Jane The Virgin e o seu narrador irreverente mantêm o espírito vivo da novela num formato que está desprovido (ainda que agora de forma mais reduzida) dos clichés que lhe são característicos. As personagens continuam a ser interessantes, ainda que nem todas as linhas de história consigam ser credíveis.

O PIOR:

Jane The Virgin foi sempre uma série romântica.

Uma das melhores apostas foi eliminar Michael para, supostamente, trazerem alguma brisa fresca para a vida amorosa de Jane.

No entanto, os argumentistas florearam tanto o argumento para esticarem (até à exaustão) o passado da personagem principal que começam a cansar os seus próprios fãs.

Jane pode ser a protagonista, mas a vida de Jane The Virgin só se torna interessante por tudo o que é externo a ela. Não é Jane e a sua carreira que nos importa, porque Jane tem tudo para ser uma pessoa com sucesso na vida.

Perdemos demasiado tempo a tentar saber com quem Jane vai ficar no fim (que é totalmente previsível). Devíamos centrar-nos mais em como Petra se desenvencilha dos seus problemas, ou como Luisa é vítima de um golpe de mestre, ou como Rogélio lida com os seus rivais no set da sua famosa telenovela, ou até mesmo nos esquemas mafiosos de Rafael.

Há toda uma vida para além de Jane na série. De facto, quando o tempo de antena se vira para Jane que a série perde força.

Tyler Posey entra para ser um novo-interesse-amoroso-já-antigo-que-surge-do-nada-sem-explicação e empata seriamente o fluxo da narrativa. Sabemos perfeitamente que a sua passagem é curta e que não vai levar a nada em concreto.

Sabemos também que Jane é emotiva em tudo o que faz, seja em trabalho, família ou amigos. No entanto, precisamos de conhecer urgentemente outras facetas dela sem que envolvam um triângulo amoroso ou problemas familiares levados a um exagero fantasioso.

Trocarem também o pequeno Mateo foi outro erro. O carisma do primeiro ator era tão grande que a desilusão perante o novo faz-se sentir a cada cena em que entra.

Mesmo não sendo uma atrocidade, Jane The Virgin precisa de receber uma injeção de originalidade urgentemente ou então perderá todo o carisma por que lutou até agora.

 Jane The Virgin regressará para terminar a sua temporada no dia 26 de Janeiro.

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Apesar de as suas personagens secundárias continuarem ricas, Jane The Virgin está a perder muito carisma por esticar a história da sua protagonista que se torna chata e aborrecida e que age de forma cíclica, quebrando com a originalidade do seu enredo.

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