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Comic Con Portugal: Highlights do Q&A com Kirsten Vangsness!

kirsten vangsness

A atriz de Criminal Minds, Kirsten Vangsness, visitou a Comic Con Portugal no Domingo e esteve com os fãs num painel sobre a série.

Penelope Garcia, a sua personagem na série policial, é uma das personagens iniciais da série e rapidamente se tornou uma das favoritas dos fãs com a sua originalidade, boa disposição e irreverência. Mas a atriz revela que inicialmente só estava planeada a sua personagem entrar num episódio, até que um dos argumentistas viu umas das suas primeiras conversas com Shemar Moore e a química entre os dois inspirou a dinâmica das personagens na série.

Os fãs quiseram saber quais as diferenças entre a atriz e a sua personagem, entre as quais destaca a confiança e as capacidades tecnológicas.

“She’s way more confident. She’s like, this is my skin, this is who I am, I don’t need to apologise.”

Kirsten realça que a preferência dos fãs pela personagem surge da forma como se identificam com ela, acreditando que de certa forma nos estamos a ver a nós próprios.

“I luckily understand that whenever anybody watches it, you’re having a relationship with you, you’re watching a person and being like “Oh, I love her” but it’s just because there’s things about you that you’re endowing that person, and it’s easier to love them.”

Mesmo mais de uma década depois, Penelope Garcia continua a ser o trabalho de sonho da atriz que agarrou a oportunidade e fez questão de se realizar criando esta personagem.

“It’s my dream job. But I would say it’s my dream job because I took responsibility and I decided that I was going to be happy. I need to create, I need to make things, it makes me happy. That’s nobody else’s job to make me happy but me.”

A relação com Morgan que marcou a personagem desde o início leva os fãs a questionar como a atriz vê este interesse que de certa forma não é recíproco. Kirsten confessa que se apercebeu durante a última cena com Shemar que Penelope sempre esteve apaixonada por Morgan e que a atriz deve esta personagem ao colega. Também a saída de A.J. Cook deu origem a uma cena particularmente difícil de filmar.

Kirsten mantém uma perspetiva positiva em relação ao mundo apesar de lidar na série com o pior da mente humana. Acredita que a mensagem a reter é a capacidade de redenção, a ideia de que monstros são criados por monstros e ninguém é inerentemente mau. É difícil para si lidar com a violência na série, incluindo as imagens mais gráficas espalhadas pelo set. Foi a sua aversão às mesmas que trouxe à série o hábito de Garcia falar de costas voltadas ao ecrã quando apresenta cada caso à equipa.

“I think monsters are created by monsters. I think people don’t just wake up and decide to do something awful. I would hope the message would be that we stay conscious on how we treat each other and that there’s always redemption. There’s always a reason behind something, an exquisitely good reason behind why everybody does what they do.” 

Apesar de estar num policial particularmente dramático com o tipo de crimes que retrata, o elenco de Criminal Minds tem tempo para momentos divertidos. Kirsten conta que no episódio “Black Queen”, Shemar Moore decidiu fazer a barba a meio da semana de gravações, esquecendo-se que tinha mais um dia de episódio pela frente. Na maquilhagem, apesar de conseguirem resolver o problema, convenceram Shemar e Kirsten de que o ator teria que cobrir a cara com fita-cola verde para que a barba fosse adicionada em pós-produção. Os momentos divertidos certamente não ficam por aí; as mulheres do elenco reúnem-se com champanhe e sushi num jacuzzi regularmente e após colocarem a conversa em dia, chamam o resto do elenco. Quanto a estes amigos no elenco, diz que a ensinaram a perceber que até às pessoas mais realizadas não sabem que o são, todos tendo os seus problemas e dificuldades.

A atriz revela que era uma criança diferente, cresceu numa casa caótica onde passava despercebida. À sua versão mais nova, diria agora para não ser tão exigente consigo própria, um conselho que até no presente diz que deveria seguir.  Foi também cedo que se apaixonou pela representação, algo que a mãe a incentivou a experimentar como um mecanismo para socializar num ambiente que fugisse do bullying que sofria.

Sendo ela própria parte da comunidade LGBTQ, a atriz foi questionada sobre a importância da representação da comunidade na série. Kirsten considera a televisão americana ainda fechada a essa diversidade mas a série tem consciência dessa importância. Os argumentistas tentaram inclusivamente incluir uma cena casual com Prentiss e uma personagem feminina que acabou por não acontecer.

“American television is very contracted sometimes. Fear makes people narrow-minded and not creative. I think the show in general agrees, and I know that there’s been times when we try to do that. (…) The writers tried to write a scene where Prentiss wakes up in bed and is getting ready for work and there’s a woman.”

Apesar de ter presença regular na série, a atriz trabalha regularmente noutros projetos menos conhecidos em teatro, musicais e cinema. Recentemente entrou nos filmes “Kill Me, Deadly” e “Dave Made a Maze“, para além de escrever guiões. Particularmente no panorama atual da sociedade americana, Kirsten considera a escrita bastante importante para processar as reações do público.

Para lidar com a pressão, Kirsten gosta de dançar e enfrenta os nervos de forma bastante natural.

“When I’m nervous, you just are nervous and you do it anyway. As long as you can stand over here and watch the feeling, it can only last for a couple of seconds. And then it becomes something else.”

Assumidamente geek, a série favorita de Kirsten é Doctor Who e a sua super-heroína, Wonder Woman. E se sempre quiseram saber que outra personagem da série a atriz interpretaria… a resposta é o seu gato.

Podem saber um pouco mais sobre Kirsten aqui, onde acompanhamos a sua conferência de imprensa.

Podem também ver todo o nosso conteúdo da Comic Con Portugal, incluindo uma entrevista exclusiva com Katherine McNamara, aqui.

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