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Modern Family – Midseason finale – 9ª Temporada

Modern Family - Midseason finale - 9ª Temporada

Mais uma temporada em que temos o gosto de ver a família mais divertida da televisão em acção. Modern Family mantém-se muito fiel a si mesma, não tendo perdido a sua essência ao longo dos anos. No entanto, como tem vindo a acontecer, esta midseason teve os seus pontos altos e pontos menos altos (pois Modern Family não atinge pontos baixos). Alguns episódios mais básicos não nos ficam tanto na memória, mas não é por isso que não são igualmente engraçados.

O MELHOR:

Modern Family é aquela série que ou nos remete para a nossa própria família, ou faz-nos desejar ser parte do clã Pritchett. Esta série, apesar de ser uma comédia absoluta, é, ao mesmo tempo, capaz de nos deixar com a lágrima no canto do olho de vez em quando. A capacidade que esta série tem em abordar temáticas tão importantes e por vezes sensíveis é de destacar. Salientando a importância da família nas nossas vidas e a importância da amizade, há episódios que por vezes nos deixam mesmo a pensar se não poderíamos fazer mais e melhor nesses campos.

De forma subtil, Modern Family toca em aspectos do nosso quotidiano que vão sempre chamar à atenção dos espectadores que estarão a deparar-se com essas questões no dia-a-dia: os problemas e as dúvidas de uma relação, amorosa ou não; a chegada do momento em que os filhos pretendem seguir com as suas vidas (neste caso foi abordada a ida para a universidade do Manny); o querermos sempre o melhor para aqueles de quem gostamos e como isso influencia as nossas atitudes; a importância da educação e da liberdade que damos aos filhos para que eles se mantenham fiéis a eles mesmos e não sejam alguém que não são, só porque alguém o quer. Estas temáticas são realmente de destacar uma vez que por vezes não são fáceis e poder reflectir nelas com a ajuda de uma série é algo realmente importante.

Um aspecto que saltou à atenção nesta midseason foi a banda sonora. Realce para o momento final do episódio Lake Life, onde pudemos ouvir Total Eclipse of the Heart.

É também de destacar no episódio Winner Winner Turkey Dinner o momento mais hilariante e o momento mais inesperado: quando Gloria (Sofia Vergara) vai de copo na mão brindar, dando os seus pequenos passos (que estavam em contagem, a desafio de Jay (Ed O’Neill)) e o momento em que Phil Dunphy (Ty Burrell) finalmente consegue fazer o seu grande truque de magia, sendo o verdadeiro winner da família.

Ironicamente, neste midseason Modern Family conseguiu também abordar de forma hilariante uma outra temática: celebridades. No episódio Brushes with Celebrity, que contou com a participação especial de Chris Martin da banda Coldplay (que, digamos, esteve bem à altura do desafio), vemos os vários membros da família a lidar com o momento em que se cruzaram com celebridades no seu dia-a-dia. Este assunto foi abordado de forma bastante inteligente porque permitiu aos espectadores verem o lado de quem é famoso e de quem quer conhecer o seu ídolo.

Celebrities are just like us, no caso de Terry Bradshaw que participa no jury duty e cuja aparição fez com que pudéssemos assistir a um momento de chorar a rir com Jay, que ganhou uma restrição do mesmo e ficou entusiasmado pois esta vinha assinada (conta como autógrafo!).

A arrogância e antipatia que por vezes as celebridades transmitem aos seus fãs também foi um alvo do episódio. Pudemos ver Manny a dirigir-se a um dos seus ídolos e este se mostrar incomodado, quando mais tarde lhe acontece o mesmo a si e à mãe, ao serem abordados por um desconhecido. Desta forma, podemos perceber o quão desagradável é sermos abordados por alguém que não conhecemos e é por isso que as celebridades passam diariamente e, por consequência, têm atitudes reflectidas.

Quanto à participação de Chris Martin, é de dar destaque à cena no hospital, em que roubou todas as atenções (temos de admitir que é o que acontece, seja onde for, na presença de uma personalidade famosa) mas, no final, compensou e deliciou-nos com mais um excelente momento em que cantou a canção escrita por Phil (let’s be honest, that was really cute!).

O PIOR:

Algumas personagens foram ganhando um certo destaque com aparições mais frequentes na série que, sinceramente, não acrescentam nada de novo.

É o caso da irmã do Cameron (Eric Stonestreet), Pameron Tucker (Dana Powell), e de Ben (Joe Mande), funcionário de Claire Pritchett (Julie Bowen), que veio a tornar-se namorado (e mais tarde ex-namorado) de Alex.
No caso de Pam, não há mesmo uma única característica em que a sua presença nos episódios traga pontos positivos. É uma personagem irritante e desagradável, cuja falta não seria minimamente sentida.

No caso do Ben, se não fosse pela sua relação com a Alex, também não faria falta. No entanto, é de dar algum crédito a esta personagem no episódio da season premiere, uma vez que conseguimos soltar uns risos, mas, não por si mesmo, mas pela relação BenAlex.

Quanto aos episódios menos bons presentes na série, apesar de divertidos, não é facilmente perceptível a mensagem que pretendem transmitir. Estes focam demais em comportamentos específicos dos personagens e é por isso que se tornam mais fracos. É assim que se perde o equilíbrio entre todos os episódios.

Consultem a mini-review da temporada anterior aqui.

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