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The Girl Who Leapt Through Time

The Girl Who Leapt Through Time

Aproveitando a onda de filmes, a crítica desta semana no Open Sesame é sobre The Girl Who Leapt Through Time (Toki wo Kakeru Shoujo). Lançado em 2006 e reconhecido a nível de melhor animação e história, este anime merece claramente um lugar na nossa rubrica.

Neste ponto, pode ainda ser um pouco cedo para dar a conhecer a minha opinião, mas nem sempre é possível transcrever para o guião uma história que explore bem o paradoxo do tempo. Steins;Gate é um dos exemplos de sucesso e The Girl Who Leapt Through Time certamente não fica atrás. Talvez com um enredo que envolva menos teoria para tornar esta realidade tangível, contudo, compensa em termos de crescimento e desenvolvimento das personagens.

Posto isto, The Girl Who Leapt Through Time, acompanha a jornada de Makoto Konno, uma rapariga no seu último ano do secundário. Aliado ao medo e uma consequente nostalgia do futuro, Makoto, sente a pressão característica de qualquer aluno nesta etapa: decidir a sua vocação. É neste período instável da sua vida que descobre, por mero acidente, que consegue saltar, literalmente, através do tempo. Inicialmente começa por alterar pequenos segmentos do seu dia-a-dia para seu benefício, mas rapidamente se apercebe das consequências de tais actos.

Este filme entra um pouco em colisão com a expressão enraizada na sociedade japonesa, shouganai. Traduzido à letra, it can’t be helped. A verdade é que existe uma cultura de permissividade no que toca a aceitar fenómenos ou acontecimentos menos bons que facilmente podem ser discutidos ou alterados, no entanto, Makoto quando confrontada com a possibilidade de alterar o passado, não hesita. Em vez de avaliar e viver a situação presente, recorre a este sistema de realidades paralelas.

No geral, The Girl Who Leapt Through Time, é um anime a ver com uma arte minimalista e uma OST encantadora. Além disso, para além de explorar esta vertente cultural, transmite-nos também uma mensagem importante, viver o momento e não tomar algo como garantido: Time waits for no one.

Leiam o Open Sesame da semana anterior aqui.

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