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Gunpowder – Series Finale – 1ª Temporada

Gunpowder

Guy Fawkes e um grupo de ingleses católicos planeiam rebentar com o parlamento e assassinar o Rei Jaime I de Inglaterra no século XVII. Kit Harington encarna Robert Catesby, um dos impulsionadores da rebelião da “pólvora” e auxiliar de Fawkes em destronar o parlamento que fora responsável pela perseguição religiosa nessa época.

O MELHOR:

Kit Harington é descendente direto de Robert Catesby pela parte da mãe.

É um papel que o ator sempre ambicionou representar (até que foi co-criador desta mini-série). Harington aproveita as melhores características de Jon Snow, personagem icónica de Game of Thrones, e dá-lhe uma tonalidade ainda mais obscura, aproveitando a sua postura adoravelmente “sisuda” para trazer uma carga dramática intensa à sua personagem.

O elenco de Gunpowder é, de facto, o melhor que se pode retirar desta epopeia de três episódios. Liv Tyler e Mark Gatiss são soberbos, ao passo que o orçamento e uma narrativa intensa, culminam numa viagem épica pela verdadeira história por trás do já conhecido enredo da rebelião da pólvora. Guy Fawkes foi sempre a estrela desta conspiração.

Já lá vão uns aninhos desde que V for Vendetta nos trouxe uma ideologia “blockbusteriana” desta história. No entanto, Gunpowder aproveita os intervenientes mais desconhecidos que estiveram intimamente relacionados com a rebelião e amplia o envolvimento verdadeiro de Guy Fawkes na mesma.

Há uma vibe de Game of Thrones presente em Gunpowder e não é só por vermos a ação desenrolar através do rosto de Kit Harington. A violência assume as rédeas em determinadas ocasiões e, de facto, ela não é aconselhável aos mais facilmente suscetíveis. A verdade é que esta violência gratuita é precisamente um retrato do “banho de sangue” e da tortura maquiavélica da inquisição do século XVII.

Mesmo não sendo uma obra-prima, Gunpowder consegue reunir elementos inspirados em Game of Thrones para trazer uma pitada de adrenalina aos seus momentos mais intensos.

O PIOR:

O grande problema da mini-série reside precisamente no enredo, por vezes, cansativo.

A história tem picos de fluidez e, ora é empolgante, ora se torna aborrecida. Não há um equilíbrio que estabilize o espectador e que o faça agarrar-se em demasia à narrativa.

Enquanto o elenco vai construindo progressivamente o envolvimento das suas personagens na ação, o argumento quer abranger demasiada informação. O que é em demasia acaba por nos afastar e, apesar de ser um exercício interessante, Gunpowder não consegue tornar-se uma obra-prima.

Estado da série: TERMINADA

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Gunpowder não é uma obra-prima mas é competente no seu propósito. A violência e o elenco, liderado por Kit Harington, conferem-lhe um carisma invulgar, ainda que a história, por vezes, caia em aborrecimento.

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