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How to Get Away with Murder – 4×05 – I Love Her

How to Get Away with Murder

CONTÉM SPOILERS

Estamos de volta à vida atarefada dos nossos advogados favoritos e onde Annalise ainda constrói um caso contra Virginia Cross – advogada que negligenciou os seus clientes. No seu encalço está Bonnie que ainda sente uma sede de vingança contra a sua mentora. Ficamos a saber em flashbacks como ambas se conheceram, ao passo que vemos Bonnie a intrometer-se cada vez mais na vida de Annalise no presente. Connor está desempregado e Oliver ajuda Michaela a entrar no computador de Tegan. Novas pistas do grande twist emergem.

How to Get Away with Murder continua gradualmente a apostar nas suas personagens complexas e grande parte disto se deve ao talento dos seus atores. Viola Davis brilha a cada cena e os restantes continuam a caminhar para um estatuto de referência. Apesar de cada vez mais as fragilidades argumentativas se fazerem sentir, uma vez que alguns dos intervenientes da história andam um pouco à deriva (Laurel e Frank são uns desses casos), How to Get Away with Murder sabe jogar com as suas próprias ilusões.

Em I Love Her, a história condensa-se entre Annalise e Bonnie, ainda que tudo pareça um pouco teatral e com um objetivo fixo. Já sabíamos que Bonnie tinha um historial envolto em mistério e que fora abusada sexualmente pelo pai. Ficámos a saber, neste episódio, que Annalise foi advogada dos opressores que estiveram na origem dos maus-tratos sexuais da sua antiga protégé. Não se entende esta dicotomia de ódio que brotou de Bonnie em relação a Annalise mas, como já sabemos, em How to Get Away with Murder, o que vemos não simboliza a verdade nem se torna um retrato fidedigno do desfecho do que realmente irá acontecer.

Quem está em constante evolução é Michaela. A personagem está cada vez mais a receber destaque e parece ser a única a conseguir ultrapassar todos os antecedentes que a envolveu e aos seus colegas. Os laços entre os Keating 4 são também explorados de forma interessante, nunca caindo em jogos demasiado exagerados ou diálogos clichés. Há sempre uma ténue linha de suspense e desconfiança e isso deixa-nos enquanto expectadores, hesitantes.

Mesmo não estando no seu auge, How to Get Away with Murder continua a cativar por se afastar da sua temática de conforto, ainda que permaneça com os twists típicos que lhe conferiram o carisma até então. Resta saber o que raio se passou com o bebé de Laurel e quem, de uma vez por todas, está envolvido neste esquema.

Leiam o nosso Frame by Frame da semana anterior aqui.

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How to Get Away with Murder continua a não surpreender mas mantém uma qualidade performativa inigualável. Viola Davis continua a ser uma excelente líder, ainda que se sinta que algumas personagens estejam um pouco dispersas na narrativa.

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