Cinema Críticas

Crítica: Thor: Ragnarok

Thor: Ragnarok

Título Original: Thor: Ragnarok

Nome: Thor: Ragnarok

Realização: Taika Waititi

Elenco: Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Anthony Hopkins, Cate Blanchett, Mark Ruffalo, Tessa Thompson, Karl Urban, Idris Elba, Jeff Goldblum.

O Asgardiano mais famoso do mundo está de volta. Thor regressa à sua terra natal e enfrenta um novo problema que pode ameaçar todo o mundo que conhece: Hela, a Deusa da Morte. Numa tentativa frustrada de impedir Hela de ascender a Asgard, Thor e Loki são enviados para um planeta “sucateiro” de nome Sakaar onde, mais uma vez, necessitam de escapar das garras do Grandmaster (líder do planeta – um hilariante Jeff Goldblum) e, como consequência, Thor reencontra o seu velho amigo Hulk e é forçado a combater com o mesmo.

Fãs da Marvel, o filme de Thor por que esperavam chegou! Ragnarok é uma pequena caixinha de surpresas que consegue conciliar tudo o que de melhor este universo tem para nos mostrar. Desde um humor constante que bebe muito dos seus companheiros Guardiões da Galáxia, passando a sequências de ação fulgurosas e a one-liners dramáticas interessantes, Thor: Ragnarok consegue quebrar a fórmula que sempre assombrou os seus filmes. O autor deste feito é Taika Waititi, o realizador neozelandês, que é conhecido pelo hilariante What We Do In The Shadows e o ternurento Hunt for the Wilderpeople. Waititi tem um estilo próprio que se rege muito pelas linhas do improviso e conseguiu transpor para o universo de Thor a sua marca humorística inconfundível. Ao contrário da maioria dos filmes da Marvel, Thor: Ragnarok é um festim para os fãs da cultura pop em geral. Waititi vai lançando pistas, easter eggs e referências cruzadas a clássicos do cinema a um ritmo descontrolado e o resultado não podia ser melhor.

Waititi encarna também Korg, uma das personagens mais divertidas de todo o filme. A sua hiperatividade dentro e fora do ecrã cria uma energia extraordinariamente positiva durante as duas horas e vinte minutos da película. É também no romper de clichés mais comuns que Thor: Ragnarok ganha carisma. A satirização constante de personagens que eram vistas outrora como sérias ajuda a que o espectador se mantenha cativado por tudo o que os seus olhos acompanham.

Aliando um festim visual e este humor acutilante, Ragnarok traz consigo uma irreverência atípica aos filmes anteriores da saga. Mesmo não sendo um Ryan Reynolds, Chris Hemsworth quebra a seriedade da sua personagem e revela uma faceta mais descontraída do herói, muito ao estilo do que Chris Pratt fez em Guardians of the Galaxy. As interações com Hulk, Valkyrie (interpretada por Tessa Thompson) e Loki trazem um novo olhar sobre este universo que rodeia o Deus do Trovão e certamente irá deliciar os fãs mais acérrimos dos Avengers. Cate Blanchett é também uma figura de destaque, ainda que, por vezes, poderia ter sido melhor explorada e ter um destaque ligeiramente maior.

Para além de todas estes novos atributos, Ragnarok reúne outras celebridades conhecidas da Marvel e que são aproveitadas da melhor forma, garantindo um serão excelente para toda a família. É precisamente neste romper da fórmula que levou os seus filmes anteriores à mediocridade que Thor: Ragnarok triunfa. Waititi revela-se um realizador criativo e a sua veia cómica e hiperativa aproveita o melhor que estes filmes de super-heróis têm para oferecer. A arte cinematográfica aliada ao fator de entretenimento é uma arma poderosa que nem o Mjölnir consegue desfazer.

Thor: Ragnarok é, portanto, um dos melhores filmes do MCU e um dos mais surpreendentes dos últimos anos, dado o historial desapontante dos filmes anteriores do Deus do Trovão. Recheado de momentos divertidos, que incluem de uma peça de teatro fenomenal e um “Get Help!” inesquecível, Ragnarok é, também, um dos melhores filmes do ano até então.

Trailer – Thor: Ragnarok

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