Cinema Críticas

Crítica: The Babysitter

The Babysitter

Nome original: The Babysitter

Realizador: McG

Elenco: Judah Lewis, Samara Weaving, Robbie Amell, Bella Thorne, Leslie Bibb 

Duração: 85min.

Surgindo como um filme original Netflix, The Babysitter parece dividir opiniões, sendo uma película de terror com toques de comédia. Se não nos armarmos em cinéfilos de 1ª, vamos passar quase uma hora e meia de completo entretenimento.

Assistimos aqui à história de Cole (Judah Lewis), um miúdo de 12 anos que, infelizmente como tantos outros, sofre de bullying e brincadeiras maldosas na escola. Ainda por cima porque ainda tem uma ama, Bee (Samara Weaving), que toma conta dele quando os pais decidem ir passar o fim-de-semana fora. Ela é a típica rapariga: loira, gira, bom corpo e extremamente amorosa e defensora para com ele, livrando-o inclusivé, de algumas situações mais aborrecidas com quem o trata mal.

Quando ficam sós, Bee e Cole demonstram realmente ter uma relação de amizade (mesmo que seja óbvio que o puto tem uma paixoneta por ela) e ela percebe-o na perfeição, principalmente nas conversas mais geek. Contudo, e seguindo o conselho da melhor amiga Melanie (Emily Alyn Lind), o pequeno rapaz decide fingir que dorme e depois espiar o que a jovem rapariga faz depois de ele dormir. E aí percebemos a parte de terror da história. Se na inocência de Cole ela faria sexo com um namorado, rapidamente percebe que o que vai acontecer na sua sala de estar é um culto satânico, juntamente com os amigos, todos eles estereótipos do que encontramos na maioria dos filmes de terror: a cheerleader boazona (Thorne), o jogador de futebol americano musculado (Amell), o rapaz de cor negra com piada (Andrew Bachelor) e a oriental que assusta só pelo olhar (Hana Mae Lee).

É um filme que não se pode levar a sério. Se começarmos a pensar no ridículo de algumas situações, não faz sentido continuarmos a ver. Cheio de absurdos, coisas irreais e uma história completamente louca, se nos abstivermos disso, temos direito a uma experiência super divertida e interessante. É aliás possível perceber a mensagem que o filme quer passar. A passagem da infância para adolescência, os medos que o protagonista até então fugia, mas que quando se vê numa situação mais apertada, acaba por ultrapassá-los e os miúdos que até então o tratavam mal, o vêem como um herói.

A fotografia não é inesquecível mas cumpre, a realização é divertida e alucinante, temos direito a alguns sustos, o filme ganha pelo tom de comédia negra, pelo gozo para com algumas empresas como a HBO e para o género em si. Tem cenas muito bem conseguidas, principalmente aquelas fora de casa, como a perseguição de Max. Se tiverem um tempinho vejam-no. Deixem-se levar e vão ter um momento muito bem passado.

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