Old But Gold Rubricas

Mary Poppins

Winds in the east, mist coming in,
Like somethin’ is brewin’ and bout to begin.
Can’t put me finger on what lies in store,
But I fear what’s to happen all happened before

Ah, palavras que ainda hoje me causam arrepios e fazem o meu coração inchar. A primeira vez que vi a Mary Poppins tinha 8 anos e pouco compreendi da sua mensagem. Aquilo tinha música e pinguins dançantes, que mais uma criança poderia querer? E na verdade só depois de ver Saving Mr. Banks é que entendi a grandiosidade da sua mensagem.

Bem, mas vamos recomeçar. Mary Poppins é um drama/musical de 1964, produzido pela Disney e baseado nos livros de P.L.Travers, e segue as aventuras de Mary Poppins (Julie Andrews), uma mulher mágica e carinhosa que se candidata à posição de ama na casa da família Banks, uma família desfeita pelo excesso de trabalho e atitude rigorosa do pai George (David Tomlinson) e pela distracção da mãe Winifred (Glynis Johns).

Julie Andrews foi fantástica no papel de Mary Poppins e a sua beleza e classe (tão características da atriz) não deixaram ninguém indiferente, conseguindo captar na perfeição tudo o que tinha sido visionado para a sua personagem. Dick Van Dyke também encantou miúdos e graúdos por todo o lado como o bem-disposto Bert, indiferente à sua posição social mais baixa. Também Karen Dotrice e Matthew Garber surpreenderam como Jane e Michael Banks, transmitindo a inocência de criança que era necessário para tornarem os seus papéis reais e mágicos.

Apesar da relutância de P. L. Travers em autorizar a adaptação dos seus livros e o seu desagrado com o produto final, mesmo com as intervenções constantes que esta fez, ela pode descansar em paz, sabendo que Mary Poppins se tornou um ícone mundial que fez sorrir pessoas de todas as idades ao longo das últimas décadas. Este filme pode não ter sido o seu sonho, mas fez muita gente sonhar.

Este musical é provavelmente um dos melhores filmes da Disney de sempre, que conquistou, e continua a conquistar, milhares de pessoas pelo mundo fora. Numa uma época em que os efeitos especiais eram rudimentares, ou quase inexistentes, foi criado algo mágico e eterno. Mary Poppins ensinou-nos que por vezes não são as crianças que precisam de ser salvas, mas sim os pais.

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