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Inhumans – 1×04 – Make Way for… Medusa

Inhumans

CONTÉM SPOILERS

Vai ainda a passinhos de bebé, mas, aos poucos, Inhumans vai mostrar alguns sinais de melhoria.

Black Bolt (Anson Mount) é resgatado por um cientista interessado no seu ADN; Medusa (Serinda Swan) continua em busca do seu marido; Karnak (Ken Leung) e Gorgon (Eme Ikwuakor) continuam a ajustar-se às suas situações em Terra; Crystal (Isabelle Cornish) encontra ajuda; e Maximus (Iwan Rheon) continua a assegurar a sua posição como Rei de Attilan. 

Este episódio foi light em termos de sequências de ação, tendo apenas espaço na sua hora para um Mexican Stand-off que pouco ou nada fez além de alargar um final desalmado. Mas sem ação, como pode este episódio conseguir sobressair? Bem, parece que a fórmula reside na exploração a fundo das suas personagens principais e dos seus passados.

Na semana passada, as infâncias de Black Bolt e Maximus foram as eleitas (o que deu algum contexto para a rivalidade entre os dois irmãos de sangue). Esta semana foi dedicada para uma das personagens que mais nervos me tem deixado: Medusa. Digo nervos não em termos de esperar que ela se safe, mas por testar a paciência limitada do espectador, pois ela nada consegue oferecer à série, sempre com a ideia de salvar o seu marido marcada na sua cabeça, como se uma obsessão se tratasse. Esta semana, ela manteve essa obsessão em alta (como de costume); a diferença da outra semana para esta é que Medusa ganha em Louise Fletcher (Ellen Woglom) uma espécie de companheira de viagem. Quanto a vocês não sei, mas ao ver esta mulher inteligente e a tentar soar engraçada fez-me lembrar um pouco de Felicity Smoak que podemos encontrar em Arrow, mas numa versão mais diluída. Mas, vendo por um lado positivo, sempre serviu para ser a primeira ligação que Medusa faz na Terra. Ajuda também o facto de termos direito a uma série de flashbacks que exploram o passado trágico de Medusa e Crystal. 

Falando em Crystal, esta também marcou presença esta semana, e pelas piores razões, como de costume, já que ela fez pouco mais do que “chorar” por Lockjaw, que se encontrou ferido esta semana.

Os segmentos de Karnak e Gorgon também foram os momentos mais frustrantes deste episódio, mostrando familiaridade com estranhos (como se família se tratassem ou assim) num espaço de dias. São momentos que colocam a paciência de uma pessoa no teste.

Felizmente, está Maximus para “salvar” o episódio, com o novo Rei de Attilan a tentar o melhor que pode para fazer ouvir a sua voz autoridade. No entanto, e à luz da descoberta do seu passado na semana passada, estas suas novas ações ganham um novo sentido. E também colocam Maximus numa nova luz. Um pouco familiar para quem acompanha os filmes da Marvel, claro, mas não deixa de ser uma posição interessante para se encontrar o “vilão”.

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É bom ver que Inhumans está a mostrar francos sinais de melhoria. É uma pena, então, que este episódio teime em manter os mesmos defeitos.

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