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American Horror Story: Cult – 7×06 – Mid-Western Assassin

American Horror Story

CONTÉM SPOILERS! 

Se o início tímido e morno nos manteve de pé atrás em relação ao que a temporada poderia ser, com o decorrer dos episódios percebemos que estavamos mesmo enganados. A narrativa entrou em modo “todo o gás” e com Mid-Western Assassin as coisas realmente tomam outras proporções e vemos American Horror Story de volta aos tempos áureos.

Ainda que tenha sido uma infeliz coincidência, neste capítulo temos direito a um massacre logo na abertura e, devido à tragédia que ocorreu em Las Vegas no início de Outubro, o canal e o criador Ryan Murphy, acharam por bem reeditar as cenas, tornando-as menos gráficas, por respeito a todas as vítimas. Contudo, tendo vistos ambas as versões, a cena que foi para o ar não é de todo menos dura e crua. Isto tudo acontece durante um evento político na qual Kai Anderson (Evan Peters) está a discursar. No final, apenas vemos Ally (Sarah Paulson) com a arma na mão. Terá sido ela a responsável por tudo isto? Os jogos de câmara de Bradley Buecker são incríveis e ainda que tenham sido cortadas algumas dessas cenas, Alison Pill é o destaque e oferece-nos uma excelente performance.

Voltando atrás nos acontecimentos, a esposa de Ivy consegue resgatar Meadow (Leslie Grossman) das mãos de Harrison (Billy Eichner) e do seu amante, Jack Samuels (Colton Haynes). Já seguras, a loira conta tudo o que Ally já desconfiava. Existe efetivamente um culto que causa o terror no sentido de amedontrar as pessoas e Kai ascender ao poder. Confirma-lhe ainda que a mulher faz parte desta loucura. Decidida a acabar com tudo isto, a mulher das fobias decide ir de encontro à única pessoa em que acha que pode confiar, o Dr. Vincent (Cheyenne Jackson).

Quem decide fazer uma visita neste episódio é Mare Winningham, que já nos presenteou com a sua incrível interpretação noutras temporadas e aqui, na pele de Sally Keffler, uma oponente de Kai, volta a brilhar, ainda que por pouco tempo. Num debate e indo contra tudo que o jovem de cabelo azul defende, chegando a dizer-lhe “Não é um conversador, é um reaccionário“, ela não sabe que acaba de assinar a sua sentença de morte. Procurada por Ally, que procura aliar forças e juntas tentarem destruir o “líder”, as duas correm perigo quando os palhaços invadem a sua casa. Fazendo tudo parecer um suicídio, acabam por matar a mulher.

Chegando ao momento crucial do episódio, vemos que afinal a responsável pelo tiroteio é Meadow. Esta apaixonou-se por Kai e quando percebeu que não era assim tão especial e que este manipulava toda a gente com as mesmas palavras e gestos, decide sair do culto, acabando por ser raptada por estes dispostos a matá-la.

O choque maior é quando descobrimos que afinal foi tudo combinado com a versão moderna de Charles Manson. Este consegue manipula-la mais uma vez e convence-a a cometer o massacre e a acabar com a própria vida de seguida, de maneira a que o medo se torne cada vez mais real e Kai pareça a opção mais correta para mudar isto. Ally, que assistia a tudo, tenta parar Meadow, acabando ela por ser caça pela polícia com a arma na mão. Se até aqui ninguém acreditava nela, agora ainda mais difícil será.

Sem dúvida que vamos sentir muita falta de Grossman. O toque cómico que ela trazia à série no meio de toda esta loucura era refrescante e quero voltar a vê-la numa próxima temporada. Com Cult, a série mostra que não precisa recorrer a fantasmas e seres sobrenaturais para ser assustadora. A realidade é tão ou mais dura que isso e a história está a caminhar no bom caminho para atingir o nível das primeiras temporadas.

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Com Cult, a série continua a mostrar que não precisa recorrer a fantasmas e seres sobrenaturais para ser assustadora. A realidade é tão ou mais dura que isso.

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