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Riverdale – 2×01 – Chapter Fourteen: A Kiss Before Dying

Riverdale

CONTÉM SPOILERS

Lembram de Riverdale? Pois é, a guilty pleasure de eleição da The CW está de volta!

Se bem se recordam, a primeira temporada encerrou com um cliffhanger de enormes proporções: Fred Andrews (Luke Perry) a ser alvejado e com o filho, Archie (K.J. Apa) a tentar socorrer o seu pai. Pois bem, ao contrário de algumas séries, que retomam as suas histórias passados os mesmos meses em que a série esteve em pausa para filmagens da temporada, esta arranca imediatamente após estes eventos trágicos, com Archie a levar o seu pai moribundo ao hospital mais próximo. A equipa técnica prometeu que este cliffhanger seria resolvido, e eles mantiveram essa promessa, já que o estado de saúde de Fred esteve sempre no ar. No entanto, houve espaço também para o desenvolvimento dos restantes enredos. 

O romance paira no ar em Riverdale, e Betty (Lili Reinhart) e Jughead (Cole Sprouse) gozam deste doce romance proibido, se bem que existe a questão dos Southside Serpents. Apesar de não sabermos ainda muitos detalhes sobre o que se avizinha para estes dois pombinhos. Uma coisa é certa: os problemas entre estes dois relacionados com os Serpents estão longe de acabarem. Fora isso, é bom recordar um romance que foi um dos pontos mais estranhos, mas bonitos, da temporada anterior. 

Considerando a situação de Fred Andrews, encontramos Archie num estado nunca antes visto na série: um adolescente sem alento, incapaz de encontrar uma saída para aquela situação. Na temporada anterior, Archie foi duramente criticado por ser uma personagem de uma inconsistência regular (tanto tinha uma ideia como depressa trocava-a 5 minutos depois). E o que vimos neste episódio de Archie certamente promete bastante, com Apa a demonstrar que consegue dar a volta por cima quando o personagem “principal” é um dos pontos fracos da temporada anterior. Voltando ao ponto do romance, Archie e Veronica (Camila Mendes) parecem estar praticamente consolidados como casal. Mas existe aqui uma espécie de reflexo: enquanto que o romance Betty-Jughead é doce do género tipicamente adolescente, o romance Archie-Veronica tem sentimento, sim (encontramos fases emocionais em ambos), mas ganha também pelo fator sexy.

A temporada anterior andou à volta da investigação da morte de Jason Blossom (Trevor Stines). Bem, ao que se deu a entender, esta temporada vai andar à volta do atentado à vida dos Andrews. No entanto, se a investigação aos Blossom já era creepy que bastasse, parece que esta temporada vai expandir nesse conceito, dando uma ideia semi-sobrenatural ao tom da série (é o que acontece quando não param de mencionar o Anjo da Morte aqui e acolá). Mas tendo em conta que o número de episódios da série foi expandido, não contem com uma resolução deste conflito seja concluído com tanta facilidade. 

Mas se tenho de apontar dedos aos pontos negativos, é ao facto de este episódio ter estado sobrepovoado. Não me entendam de forma errada, é bom ver algumas caras conhecidas – como as Pussycats [Josie (Ashleigh Murray), Melody (Asha Bromfield) e Valerie (Hayley Law)] e também ver algumas caras novas – nomeadamente o Reggie 2.0 (Charles Melton) – mas as suas presenças tornaram-se bastante supérfluas. Tirando, talvez, a presença de Cheryl Blossom (Madelaine Petsch), que parece abraçar o lado mais surreal que Riverdale consegue oferecer ao público nesta temporada. 

A série está longe de ser uma obra-prima da televisão (e todos sabemos que série merece esse título), mas, para os fãs das bandas desenhadas do ArchieRiverdale é um what if scenario que traz um novo olhar a este mundo peculiar. E a julgar por esta segunda season premiere, e apesar de manter as minhas reservas, não deixo de estar curioso para onde a série irá virar.

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Riverdale está de volta. E traz consigo um novo murder mystery para os nossos jovens protagonistas - e a audiência - resolver durante uns tempos!

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