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Fear The Walking Dead – 3×13 – This Land is Your Land

Fear the Walking Dead

O episódio desta semana de Fear the Walking Dead tinha sobre si próprio o peso da enorme qualidade do episódio anterior. Infelizmente esta série lida tradicionalmente mal com esta pressão. Como foi desta vez?

Facto do universo The Walking Dead: as comunidades por onde passam os protagonistas dificilmente duram muito tempo. Se pensarmos bem, as coisas até estão sempre razoavelmente controladas até eles chegarem… Talvez sejam eles o problema… Mas isso é assunto para outra altura.

Neste caso, foi o rancho de Jeremiah Otto (Dayton Callie) que conheceu o seu momento final no episódio “This Land is Your Land”. O episódio anterior deixa-nos com os sobreviventes do rancho reunidos no subsolo, dentro da despensa. Tal como eu tinha previsto na semana passada, havia lá no meio malta que tinha sido mordida. Só não esperava que fossem tantos. Para além disso, a ventilação não funciona e o oxigénio é muito limitado para tanta gente naquele pequeno espaço.

Assim, Alicia (Alycia Debnam-Carey), Ofelia (Mercedes Mason) e Crazy Dog (Justin Rain) fazem uma matemática simples: menos pessoas a respirar significa mais tempo de oxigénio. Alicia, seguindo a linha dos episódios anteriores que fortaleceram o carácter da personagem, transmite esta ideia aos restantes sobreviventes. O momento é tenso e difícil. A maneira fantástica como a cena é retratada coloca-nos na pele daquelas pessoas naquele momento difícil. Os “mordidos” acusam-se e é lhes dado o tratamento da “faca na nuca” com anestesia geral…

Alicia é quem leva a cabo os golpes de misericórdia, numa lógica de “The man who passes the sentence should swing the sword” (RIP Ned Stark). Ainda que esteja habituada a matar Walkers, parece que o peso de matar pessoas ainda do lado dos vivos é mais difícil. Alicia sede inicialmente.

Enquanto isto, Crazy Dog e Ofelia decidiram correr as condutas de ventilação para determinar o que está a obstruir as mesmas… Uma sequência muito claustrofóbica de planos que permite ao espectador sentir isso mesmo: claustrofobia. Isso é um pouco o que leva Crazy Dog a uma espécie de crise de ansiedade e a um momento em que ele despe a sua máscara de durão e abre o coração a Ofelia. Descobrimos que é um veterano da guerra no Iraque, que trouxe de lá alguns traumas que até afetaram a sua vida familiar. Sabemos também que a mulher e o filho morreram na fase inicial da “infeção”.

Estes bonitos momentos normalmente antecedem a morte do personagem, mas não foi o caso. Crazy Dog vai continuar a passear esta sua bonita alcunha por, pelo menos, mais um episódio. Depois disso, lá descobre que a obstrução da ventilação foi causada por um Walker mais curioso e resolvem a questão, não sem antes escaparem por pouco ao ataque desse mesmo Walker.

Voltando a Alicia, a vida está complicada… O oxigénio está quase ido. As pessoas começam a perder os sentidos, ela incluída, e num curtíssimo plano, vemos o inevitável a acontecer: os que vão morrendo por asfixiam começaram a levantar-se já transformados em Walkers. Que situação dramática (peço desculpa, não resisti)…

Cá fora, Troy (Daniel Sharmane Nick (Frank Dillane), elaboram um plano para desviar a horda da entrada para a despensa. O obejctivo, claro, é salvar Alicia e os outros. O plano é simples: barulho para distrair os Walkers. Como Troy está envolvido, é fácil adivinhar que as coisas não vão correr bem. Não passam sequer 40 segundos depois do início da execução do plano para os dois se verem presos dentro de um helicóptero avariado rodeados por centenas de Walkers. A situação é tão má, que Troy chega a oferecer a última bala a Nick para que ele possa por termo à vida.

Voltando à parte de dentro da despensa Alicia recupera os sentidos, fruto do fluxo de oxigénio ter sido retomado, e vê-se rodeada de walkers! As pessoas que tentou salvar tão desesperadamente querem agora jantá-la! A tensão é crescente. Alicia refugia-se no armeiro, onde uma rede frágil a separa dos Walkers, e vai disparando até ficar sem munição. Aqui a sequência de eventos é-nos apresentada com um crescendo dramático e, quando parece mesmo que Alicia vai falhar… Surpresa! Madison (Kim Dickens), Victor (Colman Domingo) e Qaletaqa (Michael Greyeyes) chegaram finalmente ao rancho a tempo de salvar toda a gente (incluindo Nick e Troy que afinal não usaram aquela bala final).

Os momentos finais do episódio foram usados para nos explicar o que vem a seguir. E o que vem a seguir é o que se esperava: vamos rumar à barragem. Mais um lugar seguro arruinado? Veremos…

Nick mente sobre Troy. Esconde a todos o papel que ele teve na chegada da horda ao rancho. Não percebo bem porque é que Nick ainda protege o Troy. Comigo, aquele jovem já tinha morrido. Muito lentamente… Espero que os episódios finais expliquem a situação com um reconfortante payoff.

Alicia, a madura e corajosa nova versão de Alicia, decide não ir. Ela concluiu que nenhum lugar é seguro! Demorou apenas 3 temporadas a perceber o que Rick ainda não percebeu em 7. Alicia vai continuar o seu caminho sozinha…

Notas Finais

No geral, Fear the Walking Dead apresenta um bom episódio logo a seguir a um excelente episódio, o que é uma novidade nas três temporadas de série. As comparações entre Fear the Walking Dead e The Walking Dead original são inevitáveis e esta série vai sofrer sempre com isso. Sempre que Fear the Walking Dead mostra começar a ombrear com The Walking Dead em questão de consistência, a série dá um passo atrás. Esta semana isso não aconteceu. Os próximos episódios serão decisivos.

 

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