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American Horror Story: Cult – 7×04 – 11/9

American Horror Story

Chegamos ao episódio 4 e finalmente começamos a ter revelações e algumas luzes sobre aquilo que realmente estamos a ver. Se até aqui estavamos a tentar perceber toda a história dos palhaços e o foco era mantido sobre o casal Ally (Sarah Paulson) e Ivy (Alison Pill), agora as coisas mostram-nos a formação do culto que dá título à temporada e as outras personagens assumem o destaque.

Voltamos à noite das eleições, onde vemos os personagens todos reunidos no mesmo espaço, se no entanto se conhecerem. Toda esta cena acontece antes do genérico e culmina com Kai (Evan Peters) a chegar ao local da votação com Gary (Chaz Bono), o empregado do hiper-mercado sem metade do braço. Começa logo bem…

Com o decorrer do episódio, vamo-nos apercebendo do poder de Kai, das suas qualidades na manipulação e liderança, conseguindo encontrar pessoas em situações vulneráveis e fazê-las espalhar o medo e o terror. O primeiro a alinhar nesta loucura é Harrison (Billy Eichner), que nos suge como treinador pessoal de Kai e que sendo maltratado pelo patrão pela sua homossexualidade, é incitado pelo rapaz de cabelo azul a matá-lo. Meadow (Leslie Grossman) também acaba por se ver envolvida na situação e é impossível não gostar da personagem.

Também a jornalista que temos visto, Beverly (Adina Porter) acaba por cair nas teias psicopatas do personagem de Peters. Sentindo-se ultrapassada por uma novata, o ódio toma conta de si e Kai consegue movê-la a confiar em si e juntar-se a ele na luta pelo “liberdade”. Emma Roberts tem aqui no papel de Serena um pequena participação e soube realmente a pouco. Um regresso tão aguardado a American Horror Story pedia bem mais.

A maior revelação do episódio é contudo a descoberta que Ivy e Winter (Billie Lourd) já se conhecem antes da entrevista da última para ama de Oz. Sendo “abusada” por Gary durante uma espécie de manifestação entre os apoiantes de Trump e de Clinton, a mulher de Ally é incitada pela irmã Anderson a tomar uma atitude e vingar-se. Juntas, levam-no para um armazém onde o mantêm preso de maneira a proibi-lo de votar. Mas tal não acontece, visto que Kai aparece e convence-o a cortar o próprio braço, numa cena de arrepiar todos os pêlos do corpo.

Ainda que tenha sabida bem não ouvirmos os berros de Ally durante um episódio, todos queremos vê-la a tomar consciência do que está a acontecer e a arregaçar as mangas contra aquilo que está acontecer na sua vida e no seu bairro. Sabemos quase todos os envolventes do culto e Ivy é cada vez mais suspeita. Mas porque é que está a fazer isto à esposa? Evan Peters está soberto. A maneira como varia entre a psicopatia e a empatia tornam-no credível e real e, por isso, aterroriza.

É tempo de revolta, anarquia e medo e o que mais assusta no meio disto tudo é a realidade dos acontecimentos. Coisas assim estão mesmo a acontecer porque parece que a vitória de Trump abriu portas à revolução.

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É tempo de revolta, anarquia e medo e o que mais assusta no meio disto tudo é a realidade dos acontecimentos no nosso mundo.

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