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Shooter – Season Finale – 2ª Temporada

Shooter

Depois de uma primeira temporada que seguiu à letra os eventos decorridos no filme de 2007 do mesmo nome, eis que a segunda temporada aposta numa história inédita, tomando alguma inspiração em outros livros de Stephen Hunter. Mas será que esta aposta saiu certeira?

O MELHOR

Por um lado, existe uma potencialidade em apostar numa nova história fora dos limites do que o filme apresenta. E pudemos ver o que a temporada trouxe, já que Bob Lee Swagger (Ryan Phillippe), amigos e família a serem caçados por uma entidade sinistra. E isto na trama principal; esta temporada também tem direito ao seu subplot em formato de flashbacks que exploram um evento durante a estadia de Bob Lee nos Fuzileiros. Ao contrário de muitas séries em que usam os flashbacks para apresentar uma história sem ligação aos eventos principais, Shooter aposta em apresentar um enredo que, aos poucos, vai criando ramificações no presente. 

Em termos de performances, Ryan Phillippe volta a não desiludir como Bob Lee, mas alguns membros da temporada anterior estão de regresso com os seus próprios demónios a lidar: Julia Swagger (Shantel VanSanten) continua a lidar com os eventos da temporada anterior, juntamente com um atentado sofrido em Frankfurt na season premiere; Isaac Johnson (Omar Epps) tenta ajustar-se a uma vida de fugitivo, voltando ao ativo após uma tragédia pessoal; e Nadine Mephis (Cynthia Addai-Robinson) tenta re-ajustar-se à sua nova fase da sua vida, mas acaba por voltar a travar forças com Bob Lee e companhia quando uma nova conspiração chega ao de cima. 

A segunda temporada também permitiu a entrada de novas caras novas, dando o destaque a Solotov (Josh Stewart), um franco-atirador que fora mencionado na temporada anterior e aqui ganha oficialmente uma cara e voz. 

O PIOR

Uma das grandes possibilidades de se enveredar por uma história original é que se pode testemunhar por um enredo repleto de surpresas e twists de se perder a conta. Infelizmente, esta temporada de Shooter não possui qualquer desses elementos. A sua história apresenta os mesmos beats que a primeira temporada apresentou, para desagrado de alguns fãs. O rumo que a série toma vai-se tornando cada vez mais previsível, tornando-se num produto bastante monótono e que só também ganha pelas sessões intensas de combate.

Já não é segredo nenhuma que o canal USA Network optou por cortar a temporada por dois episódios por causa de um ferimento que Phillippe sofreu durante as filmagens. No entanto, esta ação revelou-se como uma autêntica falha para a série, obtendo uma season finale que pareceu bastante repentina e desprovida de qualquer finalidade, algo que as séries de hoje em dia fazem, além de semearem dicas sobre o que esperar da temporada seguinte. Portanto, e considerando que o destino da série continua envolto em completo mistério, este seria uma péssima maneira de fechar uma temporada ou uma série.

ESTADO DA SÉRIE: STAND-BY

Leiam a review da temporada anterior aqui.

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Average Rating

A série tinha uma mina de ouro ao apostar numa história inédita, desprovida de qualquer relação com a temporada anterior. É uma pena esta possibilidade não ter sido aproveitada ao seu máximo.

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