Cinema Críticas

Crítica: Batman and Harley Quinn

Batman and Harley Quinn

Título: Batman and Harley Quinn
Realização: Sam Liu
Elenco: Kevin ConroyMelissa RauchPaget BrewsterLoren LesterKevin Michael Richardson
Duração: 74 minutos

Batman: The Animated Series continua a marcar presença nas vidas dos fãs. E não é para menos; mesmo passados 25 anos, a série animada de Bruce TimmPaul DiniAlan Burnett continua a demonstrar uma certa qualidade. Pois bem, se há uma coisa que Batman and Harley Quinn consegue invocar, é mesmo essa série, ao mesmo tempo que apresenta uma história original (criada justamente por Timm)!

Neste filme, Poison Ivy (Paget Brewster) e Floronic Man (Kevin Michael Richardson) juntam forças para reforçar um plano para conquistar o mundo. Com o paradeiro dos vilões numa completa incógnita, Batman (Kevin Conroy) e Nightwing (Loren Lester) começam a procurar por pistas. O que os faz cruzar com a BFF de Ivy, Harley Quinn (Melissa Rauch)!

Os filmes da DC Animated Movie Universe sempre foram caracterizados como demasiado negros, sem grande espaço para humor. Batman and Harley Quinn consegue ser a “resposta” para essa tendência. Claro que a história involve uma conspiração para conquistar, mas o filme consegue é, praticamente, uma road trip repleta de humor. E grande parte desse humor recai praticamente em Harley Quinn. Melissa Rauch não é uma completa estranha no que se toca ao mundo da comédia (ela protagoniza a série The Big Bang Theory como Bernadette), mas aqui Rauch tem a oportunidade de abraçar um lado mais tresloucado característico da personagem. Rauch também é complementada pelas performances icónicas de Kevin Conroy Loren Lester, que retomam os seus papéis de Batman: The Animated Series.

Visualmente falando, o filme é uma referência à série de 1992, não só pela caracterização das personagens, mas também pelo ambiente gótico transmitido (ver o céu vermelho ou mesmo os dirigíveis da polícia trazem uma certa nostalgia ao filme).

Mas se existe um problema que se deve mencionar, é precisamente o humor do filme. Claro que há momentos em que o humor é bastante certeiro, mas depois há outros em que coloca os personagens numa versão pouco característica. Seja Nightwing a curtir um pacito de dança, ou Batman a convidar vilões para uma luta de bar, para depois dar uma espécie de homem ao Batman de 1966, simplesmente não resulta tão bem quanto esperado. Ah, e pelos visto, mesmo em filmes da DC Comics, existe também espaço para uma “obrigatória” fart joke.

Com certeza, não será a melhor entrada para a DC Animated Movie Universe, mas serve o seu propósito: entreter os fãs. E também serve para demonstrar uma verdade “universal”: a DC precisa de muito mais de Harley Quinn nas nossas vidas!

Trailer: Batman and Harley Quinn

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