Cinema Críticas

Crítica: Baby Driver

Título original: Baby Driver

Título: Baby Driver: Alta Velocidade

Realizado por: Edgar Wright

Elenco: Ansel Elgort, Jon Hamm, Lily James, Kevin Spacey, CJ Jones, Jamie Foxx

Duração: 118 mins.

Baby é um jovem e talentoso condutor que é coagido a trabalhar para um chefe do crime organizado, e que mais tarde encontra a rapariga dos seus sonhos. É um miúdo introvertido com um problema auditivo, mas isso não o impede de ser o melhor no seu ramo. A sua história é bastante interessante, o que faz com que o público crie uma ligação com o protagonista.

Ansel Elgort teve um papel impecável, sentindo-se completamente à vontade com o personagem e entregando uma performance muito energética e repleta de humor. O ator passa para o ecrã as emoções de um adolescente que se apaixona e que luta para separar o seu mundo criminoso da sua vida amorosa, e faz isso de uma forma bastante agradável.

Kevin Spacey deu o seu toque pessoal a Doc, fazendo dele um personagem misterioso, autoritário e carismático. Há uma ligação entre Doc e Baby, e os atores conseguiram com que o público sinta essa ligação e as faíscas que provêm da mesma.

Lily James teve uma performance questionável ao dar vida à personagem de Debora. O seu diálogo é básico e repetitivo, o que juntamente com o ar ingénuo da personagem a torna um pouco irritante.

O restante elenco teve uma prestação bastante positiva. Jon Hamm com a sua sede de vingança e Jamie Foxx com o seu personagem que não mostra misericórdia adicionam o suspense ao filme, o que faz com que o público tema pela segurança de Baby. CJ Jones também teve um papel muito bom e cómico, dando vida Joseph, um senhor que não consegue ouvir nem falar e que possui uma ligação muito forte com o protagonista.

A cinematografia do filme é incrível. Os ângulos de câmara nas perseguições são fantásticos, com gravagens contínuas e nítidas. O filme usufrui da utilização de cores vivas num enredo obscuro, dando-lhe uma nova essência. Apelando bastante aos olhos dos espectadores, os efeitos visuais também estão igualmente incríveis. Fundem-se facilmente com a realidade, fazendo com que o público não seja capaz de distinguir falso de real.

A banda sonora é sensacional. Todas as músicas provêm do iPod de Baby que, por causa do seu problema auditivo, tem que ouvir música constantemente. A diversidade sonora é formidável, desde rock alternativo até ao rap, dando imensa energia e vida ao filme. A montagem é formidável, sincronizando perfeitamente o soundtrack com a imagem, tornando as cenas de perseguição e ação empolgantes e intensas.

O enredo, apesar de não ser completamente original, cria personagens admiráveis e momentos inacreditáveis. O romance entre Baby e Debora é forçado, e não é demonstrada química entre os atores, o que leva a um final que, apesar de clichê, se torna cheesy e estranhamente difícil de engolir.

Concluindo, com muita animação, ação e humor bem empregue, personagens interessantes e um enredo simples mas eficaz criou-se um filme divertido, empolgante e de certa forma pessoal, o que torna Baby Driver é dos mais bem concretizados blockbusters de 2017.

Trailer | Baby Driver

Comments