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The People v. O.J. Simpson: American Crime Story – Temporada 1

The People v. O.J. Simpson: American Crime Story

American Crime Story entrou em 2016 de rompante, sobre o formato mini-série antológica sobre crime.

E é por isso mesmo (ser uma mini-série à semelhança de American Horror Story ou True Detective, onde cada temporada trata uma história diferente) que é aberta uma excepção e se torna elegível para o TV’s Hall Of Fame, visto que séries por terminar, não podem ser consideradas.

O primeiro caso tratado, foi o célebre e chocante caso de O. J. Simpson que parou os Estados Unidos e abalou o mundo, onde este foi acusado de duplo-homicídio (uma da vítimas foi a sua ex-mulher, Nicole Brown Simpson).

No geral penso que já toda a gente conhece a história ou já ouviu falar pelo menos nela, por isso como em Narcos (onde já era conhecido o desfecho da história), a série fica dependente da forma como escolhe tratar e desenvolver a narrativa e do elenco escolhido. E à semelhança de Narcos, a fórmula resultou de forma muito convincente!

Se não se recordam da história ou não sabem sequer quem é OJ Simpson, não vão pesquisar. Vejam primeiro a série, pois ainda se torna mais entusiasmante!

Em relação a categoria da série, que é de crime e envolve advocacia, pode-se dizer que já é um tema sobre-explorado na TV internacional. Já quase todos nós vimos (ou vemos) pelo menos uma do género ou relacionada.

E até dentro dessa categoria há várias, temos umas mais show-off onde tudo corre de forma espectacular e por vezes até parece fantasia, outras mais sérias e por vezes até se tornam aborrecidas e outras que são só drama onde a profissão dos intervenientes se prende com direito.

The People vs OJ Simpson consegue arranjar um ponto de equilíbrio, abordando um caso real, mas sob o formato de série dramática e o resultado foi fantástico.

Comecemos pelo elenco.
Esta série está para a televisão como o NBA All-Star Game está para o basquetebol. Parece mesmo que escolheram os melhores actores no mercado para cada papel de forma selectiva, pois todas as performances (sem excepção) foram óptimas!

Destaques para Sarah Paulson (como Marcia Clark) que já anda envolvida em mini-séries há alguns anos (American Horror Story) e levou um Globo de Ouro para casa com este trabalho, Courtney B. Vance (como Johnnie Cochran) que não é um estranho com esta temática e o Globo de Ouro fugiu por pouco (com alguma polémica) e Sterling K. Brown (com Christopher Darden) que em 2016 esteve em altas também pelo seu papel em This Is Us.

Paulson, Vance e Brown foram sem duvida o Big 3 desta temporada, conseguia ver ACS para sempre só para os ver a representar os papéis que lhes foram atribuídos, que brilhantismo!

Depois temos ainda Cuba Gooding Jr. (como OJ Simpson), actor do qual nunca fui fã de nenhum trabalho em particular, mas se portou lindamente como OJ, David Schwimmer (como Robert Kardashian) mais conhecido por ter sido o Ross Geller numa das séries mais bem sucedidas de todos os tempos (falo de Friends), que conseguiu em ACS um desempenho comovente e com impacto, e temos ainda John Travolta (como Robert Shapiro) que dispensa apresentações.

Para além de todos estes actores de classe mundial, The People vs OJ Simpson conta ainda com Connie Britton e Nathan Lane cujas carreiras já levam uns bons anos em cima, carregados de sucesso.

Em relação ao desenvolvimento da história em si, é a mistura perfeita entre seriedade e boa disposição. ACS consegue convencer pelo profissionalismo com que expõe o caso de OJ Simpson, mas consegue ao mesmo tempo não ser tão documental como Making A Murderer, sendo assim mais soft e fácil de ver para o comum espectador.

As personagens são bem exploradas a nível de carácter e ambições, acho brutal como o fizeram em apenas 10 episódios. Até o júri em si foi bem explorado, incrível!

A caracterização dos espaços, tecnologia, estilo de vida, a música e o guarda-roupa foi bastante eficiente e adequado à época, transportando-nos aos anos 90 sem grande esforço da nossa parte, deixando até um bocado de nostalgia. Isto complementado com os filtros usados em certas imagens, só se torna ainda mais espantoso.
Para além de tudo isto, consegue ser uma história inteligente, carregada de referências qualidade.

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