Frame by Frame Preacher TV

Preacher – 2×03 – Damsels

Preacher

Depois de uma season premiere em dose dupla com o Santo dos Assassinos (Graham McTavish) em perseguição, eis que a série toma um ritmo mais lento para variar. E ainda bem, porque somente indo devagar é que se poderá apreciar a capital mundial do jazz, Nova Orleães!

Pois é, caros fãs da série, Jesse (Dominic Cooper), Tulip (Ruth Negga) e Cassidy (Joseph Gilgun) chegam finalmente ao seu destino, Nova Orleães. A razão por passarem por lá é simples (e decerto que já repararam na semana passada: Deus é um fã do género musical!). Portanto, o episódio teve a premissa básica de termos Jesse a vaguear pelas ruas, de bar de jazz em bar de jazz a fazer a mesma saudação: “procuro por Deus”. Sim, pode-se dizer que a lógica de um pregador a entrar num bar de jazz e procurar pelo Ser Omnipotente da religião cristã pode ter as suas falhas e também pode ser um tanto ou quanto repetitivo depois de uns momentos. No entanto, esta busca começa a surtir os seus frutos (de certa forma). Na temporada anterior, tivemos a presença de personagens como os dois anjos e Odin Quincannon como “rivais” de Jesse. Aqui, nesta segunda temporada, somos apresentados, ao de leve, a uma organização que parece saber o paradeiro de Deus, mas deseja manter o paradeiro em secretismo absoluto, não olhando a meios para atingir os fins. E parece que também não tem receio de manipular o nosso pregador, recorrendo a uma beldade chamada Lara Featherstone (Julie Ann Emery) e a um golpe que grita “CLICHÉ!!” por todos os lados (sabem, capangas, donzela em apuros, “cavaleiro em armadura brilhante”, o costume dos contos de fadas).

Infelizmente, com grande parte do episódio focado em Jesse, Tulip e Cassidy levam inevitavelmente por tabela. Não quer dizer que não tenham desaparecido por completo como fumaça: ao menos vimos Cassidy a encontrar um “amigo” do passado, interpretado por Ronald Guttman, em busca de guarida. Infelizmente, entre Cassidy e Tulip, é Tulip que, apesar de tudo, consegue ter um momento mais interessante. Já se sabe, visto pelo episódio anterior, que Nova Orleães é o último lugar no planeta que Tulip se quer encontrar. Apesar de não sabermos nada em concreto até à data, existe uma aura de desconforto, de perigo a cada esquina, que rodeia Tulip. Algo que culmina num cliffhanger que, apesar de não ser tão inovador quanto se pode pensar, ao menos tem um certo estilo.

Ainda se teve tempo para fazer uma visita ao Inferno esta semana. Em vez de termos os flashbacks do Santo dos Assassinos, os flashbacks estão focados em Eugene (Ian Colletti), nomeadamente o momento que muda o seu destino – e o de Tracy Loach (Gianna LePera) – para sempre. É um destino pesado para um jovem com boas intenções como Eugene, o que só nos faz sentir maior pena pelo rapaz. Mas ao menos tivemos direito a uma reinterpretação do Inferno. Além de termos tido um cameo de um certo genocida a nível mundial (mas qual deles? Quem não viu o episódio, toca a adivinhar; têm muitos ao longo da História da Humanidade!)

Enfim, Preacher começou da melhor forma, e, apesar de esta semana termos tido uma nova ameaça para Jesse e companhia lidarem além do Santo, o episódio desceu um bocadinho na qualidade. Mas não deixa de ser um episódio divertido de se ver. Já agora, uma questão: acham que Deus já apareceu? Quais são as vossas apostas, pessoal?

0 75 100 1
75%
Average Rating
  • 75%

Comments