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Game of Thrones – 7×01 – Dragonstone

Game of Thrones

Finalmente, passado um ano o Inverno finalmente chegou. E chegou de que maneira! Por natureza não costumo dar SPOILERS ao longo do texto mas desta vez terei que quebrar a tradição, portanto, BE AWARE FOR THIS POST IS DARK AND FULL OF SPOILERS!

Vamos fazer uma recapitulação de todas as frentes do episódio antes de passarmos para a análise do mesmo. Arya vinga-se dos Freys, Sam tem o pior emprego do mundo, Jon e Sansa discutem sobre o futuro do Norte, Ed Sheeran canta (mas não encanta), Dany FINALMENTE chega a Dragonstone, Bran chega à Muralha e Cersei escolhe um novo aliado.

As linhas narrativas de Game of Thrones começam a convergir a um ritmo interessante e as personagens estão cada vez mais inseguras com os seus futuros. Apesar de ter encerrado a temporada anterior com dois episódios magníficos e uma despedida dolorosa de Hodor, os restantes episódios não conseguiram surpreender. Aliás, houve alguns que poderíamos mesmo dizer que seriam desnecessários. No entanto, a première desta sétima temporada abre com um sinal de esperança e que calmamente nos vai deixando saborear cada momento que os nossos olhos assistem.

Maisie Williams está novamente em destaque com momentos arrebatadores: liderou a abertura com toda a garra e ainda conseguiu por uns certos soldadinhos a rir-se das suas ambições a meio do caminho. A jovem atriz está cada vez melhor dentro do ramo. O seu sorriso, a sua naturalidade e, acima de tudo, a forma como encara a seriedade do enredo que a rodeia é simplesmente deliciosa. Os seus olhos são tão expressivos que nós, enquanto espectadores, nem precisamos de ver o que a rodeia para saber que ela é cautelosa e perspicaz. A evolução da personagem continua num bom caminho.

Voltando ao Norte, Jon e Sansa já tiveram dias mais felizes. A ameaça do Inverno está – literalmente – a chegar e os seus inimigos do Sul estão também em fase de ameaças. Sansa tenta mudar a mentalidade de Jon mas este rejeita (e muito bem rejeitado!). Nunca fui fã de Sansa, mas na temporada anterior reconheço o seu crescimento e amadurecimento (thank God for Littlefinger!), e entende-se que este pequeno desentendimento surja da influência venenosa de Lord Baelish. Littlefinger é uma das minhas personagens favoritas. É a “cobra de Westeros” que cospe veneno e deixa-o marinar nas suas presas até que ele as destrua por completo. É inquestionavelmente um ser inteligente e audaz, sempre com um truque na manga (ou na língua) para se safar das situações e poder assistir às tragédias na segurança das sombras. Dentro deste curto excerto no Norte, vou também realçar (novamente) que a pequena Lyanna Mormont é um tesouro a proteger e preservar.

Cersei e Jaime também não se encontram nos seus melhores dias, mas a sede de vingança e controlo de Cersei força-a a tomar uma atitude um pouco impulsiva: aliar-se a Euron Greyjoy. A interação entre os três é interessante e dinâmica, onde uma cheesiness divertida nos leva a esboçar uns quantos sorrisos maliciosos. Mesmo estando numa posição delicada, nenhuma má disposição dos Lannisters se compara ao dia-a-dia de Samwell Tarly na Citadel. Sam, se se recordam, está a aprender a tornar-se um Maester para poder ajudar o seu amigo Jon a aniquilar os White Walkers. Mas a vida de Sam está na fossa. (QUASE LITERALMENTE).

A montagem de rotina de Sam é um dos momentos mais perturbadores de toda a série até hoje. Esqueçam tripas a voar, cabeças cortadas, grávidas esfaqueadas, vejam Sam a limpar os penicos de monges idosos que só comem porcaria dia após dia. Não há nada mais horrível que isto e achava eu que Game of Thrones não poderia chocar mais nesta altura do campeonato. No entanto, Sam esquiva-se dos seus afazeres durante uma noite e esgueira-se até à zona restrita da biblioteca. Um pormenor interessante: o Little Sam está cada vez mais crescido e adorável.

Os mortos marcham para Sul e Sandor Clegane continua com o mesmo humor desde o seu primeiro momento na série. Tornou-se o meu “morning spirit animal” porque, de facto, tenho alguns traços de personalidade em comum na parte da manhã com o mesmo. A sua porção de história no episódio é bastante interessante, deixando-nos cada vez mais curiosos com a sua relação com o Lord-of-the-Light-Lover Berric Dondarrion e companhia.

Daenerys caminha em silêncio pelas praias de Dragonstone, rodeada de todos os seus aliados, e visita a sua “nova” casa. O clímax chega quando a música (perfeita!!) de Ramin Djawadi irrompe com a filmagem poderosa de Jeremy Podeswa, criando uma atmosfera gloriosa e deixando-nos empolgados para o que ainda está por vir.

Apesar de ser a melhor première da série até agora, Ed Sheeran parece ter, afinal de contas, um papel ligeiramente maior do que o esperado. Ao contrário de alguma porção da comunidade online, não me senti incomodado pela curta canção que o ruivo mais famoso do mundo nos apresentou. Em doses moderadas o cantor/ ator acaba por ter ainda umas falas mas não deixa de ser apenas um adorno à situação. De facto, Ed não é bom ator e agradeço que a presença dele na série seja de curta duração e com pouco tempo de antena.

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Game of Thrones regressa em nota alta, com o ritmo certo e abordagem magnífica do seu vasto universo. O Inverno está finalmente a chegar e não podíamos estar mais entusiasmados com o seu regresso.

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