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Designated Survivor – Season Finale – 1ª Temporada

Designated Survivor

Depois de um cliffhanger explosivo (figuradamente falando), eis que as aventuras políticas do Presidente Kirkman voltam a retomar o seu ritmo. Será que os problemas no outro lado do ecrã – nomeadamente a mudança de showrunners como quem muda da camisa – vieram causar impacto na própria história?

O Melhor: A resposta mais curta é: não. Apesar da mudança de showrunners, a série conseguiu manter a atmosfera de desconforto político que tem assombrado a série desde o primeiro episódio. Ajuda também quando os próprios episódios remontam a vários temas que, nos dias hoje, ainda causam ressonância nas comunidades. Um dos melhores exemplos é a questão do maior controlo das armas de fogo, um tema polémico que ainda hoje bastante tinta nos jornais internacionais. Apesar de ter a temática política como pano de fundo, a série também se mascara de thriller, já que a ideia de uma conspiração interna para derrubar o governo norte-americano (e que teve umas sementes plantadas ao longo da primeira temporada) começa a ter melhores desenvolvimentos, resultando numa espécie de inimigo que é bastante raro de se ver numa série do género (é muito fácil uma série de cariz política colocar uma fação extremista internacional como um big baddie em vez de um inimigo mais doméstico).

Trata-se também de uma série que é construída à volta das suas personagens. Claro que o elenco secundário tem aqui performances acima da médias, mas é Kiefer Sutherland como o Presidente que acaba por ficar com a maior parte dos louros. Famoso por uma certa personagem que prefere falar com punhos e armas do que propriamente a diplomacia, Sutherland troca aqui as vestes e assume o manto de um homem comum que acaba por ter de se transformar no líder de uma das maiores super-potências mundiais. Outras personagens como Aaron Shore (Adan Canto) ou Kimble Hookstraten (Virginia Madsen) ganham novas faces para explorar. Esta segunda parte também permitiu a entrada de novas personagens que viriam a marcar presença mais regular nesta temporada, tais como Jack Bowman (Mark Deklin), um congressista que se assume como rival face aos esforços de Kirkman; Cornelius Moss (Geoff Pierson), um dos novos membros da equipa de Kirkman; ou Abe Leonard (Rob Morrow), um jornalista que pretende investigar a verdade a fundo.

A série também tem uma vertente de ação, e é aqui que encontramos Hannah Wells (Maggie Q), que se revela como uma das peças centrais para o desvendar de toda uma conspiração que nos faz desconfiar de tudo e de todos. A sua Wells, para o bem ou para o mal, é o mais próximo que podemos obter de um Jack Bauer no feminino.

O Pior: Se calhar a pior reprimenda que se possa fazer quanto à série é que, por cada episódio acelerado, também conta com dois ou três com um ritmo mais lento, o que faz com que perca algum ritmo natural. A trama referente à conspiração acima mencionada dá uma nota de ameaça cativante, mas comete a falha de ser tão complexa de que o público em geral tende a perder-se no meio de tanto “quem é quem?”.

Kirkman e companhia estarão de volta para uma segunda temporada.

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