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Archer – Season Finale – 8ª Temporada (Dreamland)

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Archer e companhia estão de volta. Mas numa aventura completamente diferente, já que trocam a atualidade pelo final dos anos 40! Como é que tal foi possível??

O Melhor: A explicação de como a série trocou as linhas temporais é imediatamente respondida dentro dos primeiros minutos da season premiere: nos nossos dias, Sterling Archer (H. Jon Benjamin) encontra-se num coma profundo. E o setting dos anos 40 é tudo fruto da imaginação do personagem. E é neste local cénico e temporal que esta temporada – de 8 temporadas – decorre. E com ela vêm bastantes alterações. E é o caso dos cenários what if que a série fica a ganhar, com os status quo diferentes em todas as personagens, ao mesmo tempo que têm os traços de personalidade pelos quais os fãs se “apaixonaram”. Archer é um detetive privado, um veterano da Segunda Guerra Mundial, e que encontra o seu parceiro morto, o que dá seguimento a toda uma panóplia de situações que envolvem o resto do elenco. Entre os retornado, temos Malory Archer/Mother (Jessica Walter), que funciona como uma das líderes de crime da cidade; Lana Kane (Aisha Tyler), que funciona como a femme fatale da temporada; Cheryl (Judy Greer), a jovem maluca que anseia por viver a vida livre do controlo da sua família; Figgis (Chris Parnell) e Poovey (Amber Nash) são dois polícias corruptos a mando do grande gangster da zona, Len Trexler (Jeffrey Tambor); Krieger (Lucky Yates) é o cientista maluco alemão, com um part-time como bartender. Foi preciso coragem para fazer uma mudança quase radical na história das suas personagens, ao mesmo tempo que retém alguns traços das suas personalidades.

O Pior: Mas sejamos realistas: o humor de Archer já viu melhores dias. E isso é algo que está bem patente neste curta temporada. Tem alguns segmentos em que o humor característico da série de Adam Reed acerta no alvo, mas são muito raras as ocasiões. E, ao contrário de muitas séries, que beneficiam de um maior ritmo episódico quando as suas temporadas contém um número limitado de episódios – um dos melhores exemplos é a terceira temporada de The Strain – o ritmo desta temporada pareceu bastante lento. As situações que nos presentearam esta temporada já estariam bem mais que concluídas entre 2 a 3 episódios, e ainda dava tempo para explorar algo mais. No entanto, tal não se registou nesta temporada, o que só veio minar a qualidade da série.

Tenho de mencionar também que, apesar do novo setting, fica a ideia de que algumas das situações vistas, já aconteceram antes na série. Há uma situação em que uma das personagens se torna num cyborg (para quem conhece a série, esta é uma piada recorrente). Infelizmente, embora de início fosse uma ideia para mais uma boa dose de humor, tornou-se apenas mais uma situação mal aproveitada e que só serviu para apresentar referências (tais como a Terminator 2, por exemplo).

Archer ainda vai ter mais duas temporadas antes do seu final inevitável.

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