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Designated Survivor – Midseason Finale – 1ª Temporada

Designated Survivor

Tom Kirkman é o Sobrevivente Designado durante mais um Estado de União. No entanto, um atentado ao Capitólio tira a vida ao Presidente, Vice-Presidente e restantes membros do Congresso. E assim Kirkman vê-se com um trabalho inesperado que lhe cai ao colo: o cargo de Presidente dos Estados Unidos da América.

O Melhor: É esta a premissa que David Guggenheim (que escreveu os guiões dos filmes Safe House e Stolen, encontrando-se também a elaborar os guiões dos filmes Safe House 2 e Bad Boys for Life), e embora vos possa parecer um tema aborrecido de início, é com o desenrolar do “novelo” que se vê que este é um drama político que não se encontra no mercado tão facilmente. Vermos um homem comum a tornar-se num dos homens mais poderosos do mundo é um conceito que é fresco. E ajuda também quando, tal como muitos dramas políticos, a série também tem uma dose generosa de conspirações e escândalos para entreter os espectadores de semana a semana. No entanto, ao contrário que muitos deles que envolvem escândalos românticos (looking at you, Scandal), os desafios de Designated Survivor são situações que, muito provavelmente, o Presidente na vida real enfrenta, portanto, é o mais próximo da realidade que se pode encontrar.

Confesso que tinha um certo receio de ver Kiefer Sutherland num registo completamente diferente (recordem-se que Sutherland protagonizou a série 24, também essa uma série dramática de teor político) com a possibilidade de reciclar um ou dois one-liners dos seus tempos enquanto o agente Jack Bauer. E embora esta última parte se tenha registado, ao menos o seu Tom Kirkman é uma história completamente diferente: é um homem normal, como todos nós, que se preocupa em manter a sua família em segurança. E Kiefer apresenta um carisma único, reagindo com uma naturalidade aos constantes desafios que o seu personagem enfrenta. Mas Sutherland não está sozinho, já que conta com um elenco de luxo em boa forma, incluindo Natascha McElhone como Alex Kirkman, que serve a função dupla de advogada de Direitos Humanos e Primeira Dama, Adan Canto como Aaron Shore, o Chefe do Estado Maior do Presidente, Italia Ricci como Emily Rhodes, a conselheira pessoal de Kirkman (anteriormente colega de trabalho deste pré-atentado), Kal Penn como Seth Wright, responsável pelos discursos do Presidente e Maggie Q e Malik Yoba como Hannah Wells e Jason Atwood, os agentes da FBI responsáveis pela investigação ao atentado. Provavelmente, numa outra série, este grupo de personagens poderia estar relegado para pano de fundo; no entanto, a equipa técnica da série assegura-nos de que estes são seres humanos com as suas próprias crises pessoais, e o facto de os acompanhar-mos não prejudica, de todo, o progresso da série.

O Pior: Ao mesmo tempo, decorre uma narrativa que envolve uma conspiração interna. Embora esta ideia seja interessante, a forma como envolve tantos jogadores pode, a longo prazo, confundir o espectador menos atento a esta situação.

E apesar de grande parte do elenco estar de parabéns, também há membros que deixam bastante a desejar. No pior dos casos encontramos Leo Kirkman (Tanner Buchanan), o filho adolescente do Presidente. Apesar dos problemas a ele associados concederem uma veia mais pessoal aos problemas de Tom, a verdade é que é uma linha narrativa que atrasa bastante o desenvolver da temporada, com Buchanan a apresentar uma performances quase robótica e familiar, preenchendo a vaga do “adolescente rebelde”.

Ainda se desconhece a data de regresso da série.

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