Cinema Críticas

Crítica: Spider-Man: Homecoming

Nome original: Spider-Man: Homecoming

Nome: Homem-Aranha: Regresso a casa

Realizado por: Jon Watts

Com: Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr, Marisa Tomei, Jacob Batalon.

Duração: 133 min.

Sinopse: Alguns meses após os eventos ocurridos em Captain America: Civil War, Peter Parker, com a ajuda do seu mentor Tony Stark, tenta encontrar o equilíbrio entre a vida de um adolescente de Queens e o combate ao crime como Spider-Man, enquanto uma nova ameaça emerge.

Esta é uma nova história de Spidey que se desvia das suas antecessoras no que toca às origens do nosso herói, da maneira como ganha os seus poderes ou como o seu tio Ben é morto. Começamos por conhecer um pouco da vida de Peter Parker como adolescente de 15 anos, desde o seu dia-a-dia escolar até às atividades “extracurriculares”. Ao longo do filme Peter depara-se com conflitos internos e morais, tanto em questões de amor como de dever.

O enredo do filme é fantástico, muito bem escrito e que funciona perfeitamente com o tipo de personagem com que estamos a lidar. Desde o início que podemos assistir a Peter em ação, enquanto tenta conciliar os estudos com o seu alter ego. O humor está presente em toda a integridade do filme, e serve exatamente para o seu propósito.

Tom Holland tem um papel fenomenal como protagonista, que transpira carisma e energia! Sempre que está em cena, seja como Peter Parker ou Spider-Man, Holland consegue passar a parte adolescente de Spidey para a tela. O personagem é bastante bem construido, fazendo o público relacionar-se com o seu lado mais jovem e descontraido, ao mesmo tempo que tem que lidar com escolhas importantíssimas, com tão pouca experiência de vida.

É aqui que entra o personagem de Robert Downey Jr. Tony Stark, apesar do pouco tempo que está em cena, acrescenta grande valor moral ao filme, agindo como mentor e figura paternal do nosso herói. O actor teve uma boa performance, excêntrico e hilariante como sempre.

Com a chegada de um novo herói, temos também a chegada de um novo vilão. Vulture, protagonizado por Michael Keaton, é um vendedor de armas ilegais que entra no radar de Peter Parker. O artista interpreta o papel de antagonista de forma excepcional, transmitindo de maneira extraordinária as emoções, motivos e limites de um personagem até então desconhecido do público, tornando o mesmo num vilão bastante interessante.

Os personagens de Ned e May são muito bem aproveitados no filme, sendo May a única família de Parker e o seu pilar de sustento, e Ned o seu melhor amigo que o apoia e incentiva quanto à sua identidade secreta.

O filme conta com boa realização, escrita agradável e filmagem interessante. Está também repleto de efeitos visuais, que por sua parte são impressionantes, como já seria de esperar da Marvel. Não houve exageros em termos audio-visuais, e a banda sonora, juntamente com o tom cómico, passa toda a energia necessária para os espectadores. O filme também toca em certos aspetos nunca antes explorados em algum outro filme de Spider-Man, que se torna interessante e hilariante de se assitir.

Resumindo e concluindo, o filme está muito bem realizado, as performances são fantásticas, a interpretação do personagem principal é formidável, os efeitos audiovisuais são impecáveis, o enredo está muito bem escrito e explicito e o humor adequa-se perfeitamente ao tipo de herói. Spider-Man: Homecoming é sem dúvida o filme que é merecido e que faz jus a Spidey.

Trailer | Spider-Man: Homecoming

Comments