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Castlevania – Season Finale – 1ª Temporada

Castlevania

Do produtor Adi Shankar (DreddLone Survivor) e do escritor de bandas desenhadas Warren Ellis (que trouxe bandas desenhadas como Iron Man: Extremis ou Astonishing X-Men), chega-nos a adaptação da famosa série de videojogos da Konami. Será que é no formato de série animada que se vai romper a “maldição dos videojogos”?

O Melhor:

O que salta logo à vista é a estética. Não esperem encontrar tons de cores coloridos ou felicidade a rondar a cada esquina; é de Castlevania que falamos, onde o perigo espreita a cada hora. Como tal, somos presenteados com um cenário austero, onde criaturas da noite rondam uma cidade na Europa de Leste no século XV. Corpos amontoam-se, desmembramentos são a palavra do dia… Ideal para a camada mais adulta.

A história arranca com um olhar ao vilão da história, o famoso Dracula (voz de Graham McTavish), e é aqui que encontramos a melhor parte da série (o que por si só já demonstra a arte da escrita de Ellis): o desenvolvimento das personagens. Existia aquele receio inicial de que Dracula seria um vilão só porque sim; mas o primeiro episódio mostra-nos uma razão pela qual o vilão faz o que faz, o que por si só já o torna numa personagem cujas motivações até compreendemos bem.

O resto da temporada está encarregue de Trevor Belmont (voz de Richard Armitage), o último membro da família Belmont, uma família dedicada a proteger o reino das forças sobrenaturais, até a Igreja decidir intervir e excomungar a família inteira. Trevor é o último membro da família, e esses eventos tornaram-no num cínico por completo. É um sentimento negro que Armitage consegue transmitir de forma convincente. Mas depressa volta aos seus “ofício” quando ouve rumores de uma nova invasão.

Mas não se preocupem se acham que, tal como outras tantas adaptações de videojogos para o grande e pequeno ecrãs, Castlevania iria tomar bastantes liberdades criativas com o produto. Dado os episódios lançados, está mais que claro que a direção está a tomar, ou seja, pretende manter-se de acordo com as histórias já contadas.

O Pior: Apesar de Dracula e Trevor serem os destaques desta temporada, existem também as personagens que conseguem desiludir. Nomeadamente o Sábio (voz de Tony Amendola) e o Bispo (voz de Matt Frewer), que conseguem ser autênticos estereótipos ambulantes. Há também a introdução de Sypha Benaldes (voz de Alejandra Reynoso) que prometia ser uma personagem feminina de forte carácter, mas que desiludiu. A mais chaga para os fãs reside sob a forma de Alucard (voz de James Callis) que, em 4 episódios, somente conseguiu interagir nos 10 minutos finais.

Houve também um grave desequilíbrio entre as sequências de ação e os momentos mais parados. Dava a sensação de não havia um claro equilíbrio entre as duas vertentes, o que apenas veio prejudicar a série.

Claro que uma história só é cativante se revelar algo de novo, e fãs de séries animadas não-familiarizadas com os jogos lançados poderão desfrutar de algo único para ver. Mas, de uma forma crítica, os fãs dos jogos com certeza irão aborrecer-se com o simples facto de seguir a história dos jogos à letra. Além de seguir também com outras tantas histórias superiores que colocaram Dracula contra a Humanidade no geral. E, sejamos sinceros: apesar da clara exploração das personagens, 4 episódio não chegam. Fica na ideia de que esta temporada não passa de um prólogo para uma aventura recheada de momentos marcantes.

Estado da série: RENOVADA 

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