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The Originals – Season Finale – 4ª Temporada

The Originals

The Originals regressa com temporada reduzida mas com alguns dos melhores episódios de sempre, provando que por enquanto consegue sobreviver à perda da série que lhe deu origem.

O Melhor

The Originals conseguiu apresentar uma temporada interessante em quase todos os aspetos. Embora a vilã deixasse um pouco a desejar quando finalmente foi revelada, o build up até lá foi muito bem conseguido. A utilização das premonições de Hope (Summer Fontana) trouxe um aspeto mais pessoal ao clima de medo que se foi instalando apesar de não estar ligado aos Mikaelson por uma sede de vingança como algumas ameaças anteriores.

Sendo que esta série procura redimir Klaus (Joseph Morgan) desde o início, foi finalmente na quarta temporada que realmente o conseguiu fazer. A presença de Hope trouxe uma motivação mais realista para a mudança da personagem, apesar de no fundo nunca deixar de ser um pouco cruel. Mas esse é um excelente equilíbrio para Klaus e o resto da família, já que seria uma pena se de repente se tornassem heróis tradicionais; não foi isso que conquistou o público e lhes valeu um spin-off.

Mas a série não é só dos dois irmãos e finalmente começou a dar mais atenção a um membro da família que pouco teve que fazer até aqui, Freya (Riley Voelkel). O desenvolvimento da sua relação com Keelin (Christina Moses) foi bastante natural e genuíno e trouxe alguma leveza à série, que raramente tem momentos de felicidade. Também Marcel (Charles Michael Davis) e Vincent (Yusuf Gatewood) tiveram mais que fazer nestes episódios, apesar de continuarem a existir um pouco em função das necessidades da família protagonista.


O Pior

Apesar de ter melhorado bastante, a série falha no que já é habitual. Os diálogos são sempre o ponto fraco, com clichés que, apesar de agora reduzidos, continuam a tornar as personagens um pouco plásticas. Também o enredo de Elijah (Daniel Gillies) foi mal aproveitado, sendo repetitivo e mostrando o cansaço das personagens, embora tenha culminado numa decisão que poderá trazer nova vida à série.

Com as restantes personagens principais o cenário mantém-se o mesmo: Hayley (Phoebe Tonkin) poderia ter uma posição muito mais central mas nunca chega bem onde devia, Rebecca (Claire Holt) e Kol (Nathaniel Buzolic) são descartáveis e repetitivos.

Tal como já referi, embora o início do enredo principal tenha sido um ponto positivo, a revelação com a manifestação física da Hollow (Blu Hunt) ficou aquém das expectativas. De assustadora pouco teve, com uma presença quase tão juvenil no seu próprio corpo como no de Hope – sendo que a jovem atriz acabou por fazer um trabalho ainda melhor.

Estado da série: RENOVADA.

Podem ler a mini-review da temporada anterior aqui.

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70%
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  • Apesar de ser a melhor temporada da série, não deixa de estar abaixo das possibilidades. 
    70%

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