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The Leftovers – Season Finale – 2ª Temporada

The Leftovers

Começamos esta temporada de The Leftovers com a mudança de Kevin Garvey, a sua filha Jill, Nora Durst e a Lily para Jarden, conhecida por ser a localidade com a maior população a não sofrer nenhum desaparecimento, em todo o mundo.
No entanto, nem assim as coisas se tornaram menos estranhas, pois logo no primeiro dia há um súbito desaparecimento isolado de 3 jovens. Para além disso, temos Kevin assombrado por Patty, que teima em levá-lo a passar limites da pouca sanidade que ainda lhe resta. Para além disso, os seus súbitos blackouts continuam a ocorrer com grande frequência e a levá-lo a “despertar” perante os cenários mais caricatos e improváveis.

Muitos créditos para Damon Lindelof. Conhecido por ser o mastermind por detrás de Lost (2004), consegue com The Leftovers criar algo que desafia todas as barreiras impostas na história da televisão. Algo único que nos consegue levar numa viagem alucinante, onde apesar de ninguém ser importante, toda a gente é fundamental para a equação. Onde nada tem lógica, mas tudo se conecta naturalmente. Onde os nossos pensamentos mais perturbadores e surreais, se tornam mais aceitáveis a cada episódio que passa.
Pode-se dizer que temos aqui uma verdadeira série de culto.

O Melhor:

Mudaram a música e vídeo de abertura da série e não falharam. De forma subtil e ironicamente alegre, passa a mensagem (coerente) do piloto da série, quer a nível de história, quer a nível de sentimento.
Todos os paradoxos e paralelismos entre mitos e realidades e os imensos simbolismos, envolvem esta série num mistério desconcertante.
O óptimo trabalho de Kevin Carroll, que protagoniza um John Murphy muito abalado psicologicamente, mas que parece estar numa constante luta para se manter descontraído e calmo, sempre que é posto à prova.
A devoção contagiante e fé inabalável de Matt Jamison (por Christopher Eccleston), que nos move emocionalmente e nos leva, sem notarmos, a partilhar das crenças dele.
Toda a passividade e harmonia de Liv Tyler é perfeita para o papel da instável Meg Abbott. Torna a personagem bastante imprevisível e intensa.
A narrativa foi nítida e animada, a construção do mundo de Kevin foi imaginativa e ousada.
A banda sonora é magnífica! Muito graças ao fantástico trabalho de Max Richter, que consegue misturar toda a esperança e escuridão do mundo num só local, tornando a música clássica genuinamente acessível para o ouvido de qualquer um, fazendo parecer fácil encaixar o momento mais complexo num simples fragmento musical. E a versão de Maxence Cyrin da música Where Is My Mind, que aparece em todos os momentos em que é preciso aparecer, simplesmente sublime!
O paralelismo inverso entre a primeira cena do 1º episódio (pré-história) e a última cena do último é a cereja no topo do bolo.

O Pior:

Fraco aproveitamento do potencial da Jill Garvey, protagonizada por Margaret Qualley. Desde Kaya Scodelario no papel de Effy Stonem (em Skins), que não há memória de uma actriz que encaixe de forma tão natural num papel deste género.

É provavelmente a melhor série do ano e ao mesmo tempo a mais subvalorizada.
Ainda não foi confirmada a 3ª temporada. Apesar destas duas primeiras se terem desenvolvido a um ritmo alucinante, ainda sabe a pouco.

Estado da Série: Renovada

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