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Skins – The Golden Age (Temporada 1 & 2)

Skins

Fez em janeiro de 2017, 10 anos que Skins entrou de rompante na vida de muitos de nós e fez os seu estragos. (Feeling old yet?)

Com estragos refiro-me a influência na vida de muitos jovens, pois a palavra “Skins” passou a constar no dicionário, com uma definição geral para situações caricatas da vida real, idênticas ao surrealismo e espectacularidade retratado na série.

Skins para poucos (desinteressados) foi apenas uma série. Para alguns (pais) era considerado uma má influência, devido à forma sem censura com que abordava temas como a sexualidade, drogas, álcool, bullying, rebeldia jovem e saúde mental.

No entanto, para muitos (adolescentes e jovens, no geral) foi bem mais do que isso. Foi uma forma de estar na adolescência e de aproveitar a juventude sem medo de arriscar. Foi uma lição de vida. Uma lição de vida proporcionada, individualmente, por cada uma das personagens.

Com o Chris (Joseph Dempsie) tivemos um incentivo à autonomia e desenrasque, que por mais que a vida nos bata e maltrate, temos de ser mais fortes e seguir em frente.

Com o Maxxie (Mitch Hewer) aprendemos a ser mais tolerantes e a respeitar quem não tem a mesma orientação sexual que nós.

Com o Anwar (Dev Patel) desenvolvemos também tolerância, mas no que toca a respeitar diferentes religiões da nossa.

Com o Tony (Nicholas Hoult)? Aprendemos que há tempo para tudo, para cometer excessos uma vez por outra, mas ainda assim ser capaz de manter o foco e lutar para ser alguém na vida.

Já a Cassie (Hannah Murray) ensinou-nos a olhar para a vida com optimismo, até nos momentos mais depressivos.

O Sid (Mike Bailey) deixou-nos uma lição sucinta do desafio que é manter uma amizade, cuidar dela e alimentá-la constantemente para a manter saudável.

Com a Michelle (April Pearson) ficou a lição para muitas raparigas sobre auto-estima e amor próprio. Que o papel da mulher numa relação é tão importante como o do homem e que está na mão de cada uma “delas” exigir igualdade, quando tal não acontece. Ficou também a lição para os rapazes, de que é preciso respeitar as mulheres no geral e valorizar a que consideramos mais especial para nós.

Com a Effy (Kaya Scodelario) ficamos ainda mais cientes que quem tem um irmão, tem tudo.

A Jal (Larissa Wilson) deixou-nos provavelmente a lição mais importante de todas: é fundamental termos um hobby, uma cena que por muito que não seja valorizada pelas pessoas que nos rodeiam, nos faça sentir bem connosco próprios e nos distinga do resto das pessoas. Uma cena só nossa, onde podemos descarregar todos os nossos problemas sem prejudicar quem nos rodeia, transformando a nossa raiva, desilusões ou revoltas em arte ou algo produtivo.

Podemos assim definir Skins como uma série educativa, autêntica e fiel à realidade. Sem papas na língua, rodeios, nem medo de nos mostrar o lado negro da juventude. Lado negro esse que nos é presenteado numa base diária durante a nossa adolescência, onde o importante é saber como lidar com as mais variadas situações com que a vida nos desafia.

Dos que já viram, aguardo um feedback para saber qual a vossa interpretação sobre este marco televisivo. Aos que não viram ou simplesmente não se lembram, aconselho-vos a verem as 2 primeiras temporadas, porque apesar de já não ter o mesmo efeito quando visto em idade adulta, continua a ser uma série de qualidade, com performances notáveis e únicas.

Hidden Gem: Entre a 1ª e 2ª temporada há um episódio especial, chamado de Secret Party com a colaboração dos Foals.

Séries Idênticas: Misfits; Shameless.

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