Cinema Críticas

Crítica: Saving Mr. Banks

SAVING MR. BANKS

Nome: Ao Encontro de Mr. Banks
Título Original: Saving Mr. Banks
Realização: John Lee Hancock
Elenco: Emma ThompsonTom HanksColin FarrellPaul GiamattiRuth Wilson
Duração: 125 minutos

Faz em 2014 50 anos desde a estreia do eterno clássico da Disney Mary Poppins. 50 anos a incentivar o lado imaginativo de crianças e adultos em todo o mundo. No entanto, como terão sido os bastidores deste filme? O drama de John Lee Hancock, Saving Mr. Bankspermite explorar esse lado mais humano, focando-se nas vidas da escritora P.L. Travers e do produtor Walt Disney e do seu “braço-de-ferro” pelos direitos do icónico livro.

Não é a primeira vez que a Disney traz ao mundo dramas de grande qualidade. E Saving Mr. Banks não é excepção, pois assume-se como um bom drama de qualidade com duas histórias para contar. É que a trama divide-se em duas partes: temos a acção do filme propriamente dito, passado em 1961, e depois temos as memórias da infância da escritora na Austrália, 55 anos antes. Embora os flashbacks tentem o seu melhor para mostrar os “bastidores” da vida de Travers, o espectador não consegue deixar de querer ver mais os bastidores do filme que viria a tornar-se um clássico intemporal. Hancock conseguiu captar a essência dos tempos durante o início dos anos 60. Mas claro que as personagens é que ficam a ganhar, porque se vão desenvolvendo e o espectador vai descobrindo que também têm os seus “bastidores” conturbados, por mais simpáticos que pareçam. E esses momentos marcantes do filme são fielmente captados pelos seus actores intervenientes, cujo destaque recai sobre a dupla Emma Thompson e Tom Hanks. Thompson conseguiu neste filme captar todos os trejeitos e manias de escritora, dando a entender que estávamos a contemplar a escritora em si. Já Tom Hanks convence como o icónico Disney, não como um grande produtor de uma das maiores empresas de cinema, mas como pessoa com os seus vícios. Engraçado que Hanks tenha incluído os indícios que viriam a ditar o falecimento de Disney em 1966. No entanto, comparando com outros dramas lançados em 2013, vê-se logo a diferença, uma vez que Saving Mr. Banks assume-se como um drama mais leve comparado com, por exemplo, 12 Years a Slave. No entanto, não deixa de ser um drama competente, que cumpre com o prometido.

Uma história que põem sorrisos ou lágrimas na cara de quem vê, uma época bem retratada, personagens reais fielmente captadas pelos seus actores. Ainda que Saving Mr. Banks não seja tão marcante quanto Mary Poppins, assume-se como um drama de qualidade e que merece ser visto.

Trailer: Saving Mr. Banks

Comments