Cinema Críticas

Crítica: The Wolf of Wall Street

The Wolf of Wall Street

Nome: O Lobo de Wall Street
Título Original: The Wolf of Wall Street
Realização: Martin Scorsese
Elenco: Leonardo DiCaprio, Jonah Hill, Margot Robbie, Matthew McConaughey, Kyle Chandler
Duração: 180 minutos

Martin Scorcese é um realizador ousado. Não tem medo de tentar coisas novas e não tem medo de falhar nesses casos. Tentou o mundo dos thrillers psicológicos com Shutter Island que, comparando com as suas anteriores aventuras cinematográficas, foi recebido de forma mista em 2010. Em 2011, tenta a sua sorte para o drama familiar Hugo de 2011, conquistando quase que instantaneamente o público-alvo. E assim, no final de 2013, Scorcese surpreende com a comédia The Wolf of Wall Street, que – surpresa, surpresa! – tem Leonardo DiCaprio a abrilhantar um elenco secundário deveras forte.

Para quem viveu numa gruta nos últimos anos, The Wolf of Wall Street é baseado na história verídica de Jordan Belford, um corretor de Wall Street, acabando por narrar a sua ascensão meteórica e a sua queda pelos seus crimes. Ora isto dava para um filme com um tom dramático mais sério. No entanto, Scorcese provoca aqui um twist inesperado, presenteando ao espectador com cenas que só mesmo vindo de uma comédia. Claro que tem os seus momentos dramáticos para dar e vender, e esses momentos estão bem feitos.

E para uma obra tão tresloucada, era preciso um actor que conseguisse captar essa ideia de maluquice. E é aqui que entra DiCaprio, mostrando com garra a longevidade do seu talento puro, conseguindo transmitir tanto o drama como a comédia em redor de Belford, desde os momentos das “festas” a seguir o exemplo de “sexo, drogas e rock n’ roll” ao extremo, até aos momentos mais dramáticos. E convence mesmo como Belford, daí a sua quarta (!) nomeação para os Óscares. Quem também está de parabéns é Jonah Hill, cuja performance secundária o afaste ainda mais daquela imagem de adolescente vista em Superbad e que se foi perdendo cada vez mais a partir de Moneyball. Grandes estrelas não faltam, desde Matthew McConaughey até Jon Bernthal, passando por Cristin Milioti e entre muitos outros, mas é a parceria entre DiCaprio e Hill que é o grande centro das atenções. Parceria essa que se irá repetir no futuro próximo.

Uma outra coisa acerca de The Wolf of Wall Street é que também não tem uma certa noção de vergonha, por isso podem esperar umas cenas mais ousadas que outras. É de uma crueldade que é mesmo real para quem vê. O que dá uma ideia de veracidade, o que abona a favor do filme.

The Wolf of Wall Street demonstra-se como um poderoso candidato para os Óscares deste ano. Desde o enredo até ao elenco forte, passando pela fotografia e a mão firme de Scorcese, decerto que ficará nas memórias durante muito tempo. Scorcese não tem medo de tentar coisas novas. E, com The Wolf of Wall Street, acertou em cheio!

Trailer: The Wolf of Wall Street

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