Cinema Críticas

Crítica: Rush

Rush

Nome: Rush – Duelo de Rivais
Título Original: Rush
Realização: Ron Howard
Elenco:  Daniel Brühl, Chris Hemsworth, Olivia Wilde, Alexandra Maria Lara, Natalie Dormer
Duração: 123 minutos

Uma regra geral em Hollywood: não é preciso ser-se um grande fã do mundo desportivo para se gostar de um filme dramático com o desporto como pano de fundo. Filmes passados nesse universo de grande qualidade incluem a saga Rocky, Remember the Titans ou mesmo os recentes The Fighter ou até um certo ponto Warrior. O mais recente drama de Ron Howard, Rush, comprova essa mesma regra: apesar de ter como pano as corridas de Fórmula 1 nos anos 70 – considerada a era dourada desta modalidade automobilística – não deixa de ser um drama poderoso que retrata uma história verídica que envolve os dois grandes corredores protagonistas, o britânico James Hunt e o austríaco Niki Lauda, interpretados por Chris Hemsworth e Daniel Brühl respectivamente. O que se pode dizer sobre estes dois astros é que ambos têm interpretações acima da média, conseguindo corresponder às expectativas criadas por serem personagens verídicas. Hemsworth troca o martelo de Thor por momentos para correr no circuito, celebrar com festas e infidelidades e sexo. Brühl, por seu lado, mostra-nos o esforço de um homem que, sem apoio familiar e pela sua própria conta e esforço, conseguiu singrar no mundo das corridas.

Com personagens tão díspares, não se nega que exista uma certa rivalidade entre as duas personagens. E a dupla protagonista conseguiu transmitir essa sensação. Respeitam-se como concorrentes, mas não deixam de tentar superar-se um ao outro.

Em raras ocasiões foi dado o uso ao found footage, mas isso nem é tão mau. Certamente, um dos pontos fortes do filmes são mesmo as corridas. A câmara nestas ocasiões consegue mudar entre a vista exterior ou planos íntimos dos condutores, ou mesmo o ponto de vista do condutor. Esta alteração de planos consegue causar uma sensação de adrenalina que não se vê todos os dias.

Com tantas qualidades a rondar o filme, quer seja pelos efeitos visuais, pela fotografia ou mesmo a banda sonora, estranha-se que esteja completamente ausente da corrida aos Óscares. Apesar de tudo, não deixa de ser um drama de qualidade, com uma dupla protagonista memorável no bom sentido. E repete-se o que foi dito no início desta crítica: não é preciso ser-se fã de desporto para se gostar de um drama passado em volta de um desporto.

Trailer: Rush

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