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Berserk – Season Finale – 2ª Temporada

Berserk

Depois de uma primeira temporada “amena”, eis que Guts e companhia limitada estão de regresso. Mas será que o anime aprendeu com os seus erros do passado?

O MELHOR:

Uma das queixas que eu tinha sobre a primeira temporada (e acho que nem cheguei a enumerar na review anterior) é o facto de a história não se focar tanto nos conflitos de Guts (que serve de protagonista do manga e do anime), acabando também por desviar-se por completo da narrativa em favor de conceder fillers atrás de fillers. Pois bem, aparte de uma exceção ou outra (abordarei esse ponto um pouco mais à frente), a história focou-se no trajeto de Guts quase na sua totalidade, o que abrange o seu novo grupo de outsiders, além de introduzir mais uma dupla: Schierke e Ivalera. Ivalera é uma fada, tal como Puck; Schierke é a jovem bruxinha que se junta à jornada de Guts e companhia.

A introdução de Schierke no grupo também abre as portas para outro campo de Berserk: magia. Na temporada anterior – e também no final do arco Golden Age, os animes “namoraram” com o conceito de demónios. Com a magia, obtemos uma nova visão sobre o mundo de Midland, além de apresentar todo um novo conjunto de desafios, nomeadamente sobre a “carne de canhão” que vão para além de demónios, corpos reanimados e afins. Não, aqui somos apresentados a criaturas de cariz mágico, tais como trolls, ogres e outras entidades com comandos da natureza.

Berserk, considerando que é uma saga de fantasia negra, nunca descurou da sua face mais negra. E é isso que, mais uma vez, ganha destaque nesta temporada, com sequências de combate que conseguem ser bastante intensas de ver ou até de oferecerem aquilo que as pessoas chamam de “violência gratuita”. Uma imagem de marca de um manga que continua patente, apesar de alguns sinais claros de censura. Mas é claro que tudo isto serve para avançar na história, marcando um momento em particular em que Berserk finalmente começa a merecer o seu título.

O PIOR:

Um ponto negativo que posso apontar à temporada vai, claramente, para o foco total no trajeto de Guts. Porquê colocar um ponto positivo no ponto negativo? Uma razão: Griffith, o rival de Guts. Desde o final da temporada anterior que o seu regresso deixou alguns não-fãs do manga desesperados para ver as consequências desse regresso. E enquanto se teve uma reunião nostálgica entre Guts, Griffith e Casca na season premiere, a verdade é que nem chegamos a perceber o que anda o agora vilão a tramar. Permitam-me uma comparação: em Naruto Shippuuden, tivemos um balanço entre os arcos de Naruto Uzumaki e Sasuke Uchiha. São arcos diferentes, com claros temas diferentes, mas sempre deu para oferecer algo diferente aos fãs. No entanto, tudo o que vimos de Griffith resumiu-se a uns três episódios não completos.

A maior ofensa reside, claramente, no mesmo ponto negativo da temporada anterior: o estilo de animação. Mais uma vez, durante 12 episódios, o anime aventurou-se pela animação 3D, e os resultados continuaram os mesmos: péssima qualidade. Haja sinceridade, os pequenos segmentos usados em 2D tiveram melhor qualidade do que propriamente um episódio inteiramente em 3D.

Estado do anime: STAND-BY.

Consultem a mini-review anterior do anime aqui.

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