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Black Sails – Season Finale – 2ª Temporada

Black Sails

No ano passado, a série Black Sails, que transportava os espectadores para a “era dourada da pirataria”, chegou ao mundo pelas mãos da STARZ (que nos trouxe séries como Spartacus, Da Vinci’s Demons e Outlander). No entanto, ao contrário das séries acima citadas, Black Sails não teve uma resposta tão favorável, com uma das suas falhas graves o uso exagerado de episódios ligados ao programar de um grande esquema e com um punhado de episódios dedicados a momentos de acção. De certa forma, tinha bastante potencial mal aproveitado. E esta segunda temporada iria servir como o tira-teimas, o ponto fulcral que ditaria o sucesso da série, ou o fracasso total. Como terá corrido?

O Melhor: Talvez os fãs mais acérrimos fiquem mais contentes ao saber que, nesta temporada, houveram mais cenas de acção apropriadas para uma série deste calibre. Não precisaram de ser exageradas, mas também conseguiram ser bem trabalhadas, dando origem a momentos de tensão e espectacularidade que tanto se desejava.
Mas não se pense que o plotting da temporada anterior foi deixada para trás; antes pelo contrário, houve um certo equilíbrio entre essas duas vertentes. Traições, planeamentos, tramóias, esteve tudo lá.
E mesmo isto tudo deixou um largo espaço de desenvolvimento das personagens. John Silver (Luke Arnold) mostrou as suas verdadeiras intenções. Charles Vane (Zach McGowan) mostrou-nos o quão vingativo e temível ele consegue ser. Até mesmo Jack Rackham (Toby Schmitz) e Anne Bonnie (Clara Paget) tiveram um desenvolvimento substancial. Mas nenhum dos personagens acima citados chega aos calcanhares do Capitão James Flint (Toby Stephens). Uma dessas provas foram os flashbacks que mostraram a verdadeira história por detrás do pirata sanguinário. Além de terem sido umas boas pausas de Nassau e companhia limitada, também ajudou a dar um ar diferente ao personagem principal.
Também de referir os valores de produção, quer sejam pelos cenários de uma Nassau quase real, até ao guarda-roupa de época, passando pela fantástica banda-sonora de Bear McCreary.

O Pior: Embora Black Sails tenha melhorado (bastante) comparando com a primeira temporada, o que é certo é que não é uma série perfeita. O plotting continua a ser a ordem do dia, ainda que haja cenas de acção suficientes para saciar um fã. Há também aquele espectro da primeira temporada, como um tesouro amaldiçoado. Mas para que consta, tendo em conta como este temporada está feita, existe sempre uma possibilidade para redenção. E está num bom caminho.

Black Sails regressa para o ano que vem.

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