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Supergirl – 2×21 – Resist

Supergirl

Já estamos no penúltimo episódio da primeira temporada da série na The CW. Mas parece que esta segunda temporada quer seguir os mesmos pecados que a primeira temporada.

O episódio abre com Rhea (Teri Hatcher) a dar início à invasão dos Daxamitas ao planeta Terra. E Rhea conseguiu complicar a vida aos terrestres: não só conseguiu colocar J’onn (David Harewood) numa espécie de coma, como também raptou Lena (Katie McGrath) e Mon-El (Chris Wood). Raptos e “desativar” as armas mais fortes foi um toque militar de génio; no entanto, qualquer construção que Rhea tenha tido até agora, esmoreceu-se rapidamente quando a encontramos em forma psicopata. Além de demonstrar uma espécie de cliché ligado aos conquistadores, também vemos um lado mais doentio da personagem, com Rhea a impingir um casamento forçado entre as duas pessoas mais importantes da vida de Kara (Melissa Benoist).

Mas Kara não está só nesta batalha, já que se vê numa curta aliança com Lillian Luthor (Brenda Strong) e Hank Henshaw (também David Harewood) para poder resgatar Lena e Mon-El. Já se esperava que esta aliança não fosse correr bem (também esperávamos algo do contrário?), mas sempre dá para uma surpresa num episódio que se revelou um tanto ou quanto semelhante ao penúltimo episódio da primeira temporada (e lembra-mo-nos bem de como isso correu!)

Felizmente, o episódio faz um bom trabalho de resgatar outras personagens que foram aparecendo ao longo da série. Temos por exemplo a Presidente Olivia Marsdin (Lynda Carter), mas desta vez com a verdade sobre a mesma vir ao de cima. Claro que oferece uma explicação para o seu segredo de uma forma um tanto ou quanto plausível, mas fica a ideia no ar de que pode ter algum objetivo negro pelo meio. Numa série em que nem tudo é o que parece, só parece natural que um fã pense dessa forma.

Mas o maior destaque vai para o regresso de Cat Grant (Calista Flockhart). A sua presença consegue ser bastante natural, dada a sua ausência, mas está de volta (ainda que momentaneamente) e traz consigo todo o leque de características pelas quais nos apaixonámos. Sim, Cat Grant continua a não ter receio de dizer as verdades e ainda de fazer frente a uma déspota, mas também está presente para dar uma boa peça de sabedoria feminina quando necessário.

Infelizmente, estes regressos, apesar de bons à sua própria maneira, não ajuda a salvar um episódio que passa grande parte do seu tempo a saltitar entre várias linhas de enredo, de maneira que começados a perder a noção do ritmo do episódio, ora acelerado, ora bastante lento. E também não ajuda quando o dito episódio tem o mau hábito de parecer-se muito com o que já foi visto no passado. Portanto, nada de inovador por aqui. Mas ao menos acaba numa nota interessante para o season finale.

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