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Legion – 1×03 – Chapter Three

Legion

E cá estamos, mais uma vez, para uma viagem turbulenta para a mente instável de David.

Esta semana, voltamos, em companhia de Melanie (Jean Smart) e Ptonomy (Jeremie Harris), a analisar a fundo a mente de David (Dan Stevens), desta vez com um sentido de urgência, já que sabemos que a sua irmã, Amy (Katie Aselton), foi capturada pela Division 3, com o intuito de descobrir o paradeiro de um dos mutantes mais poderosos do planeta, chegando mesmo a ser apelidado de um “Deus”.

Permitam-me, infelizmente, começar esta review com um ponto negativo do episódio: este é o segundo episódio consecutivo em que nós, como audiência, entramos na cabeça de David e analisamos as suas memórias, de forma a descobrirmos o que o leva a usar os seus poderes. Embora seja uma maneira um tanto ou quanto estranha de se obter as respostas necessárias, a verdade é que, se a série mantiver o mesmo ritmo, a fazer a mesma coisa uma e outra vez ao longo dos episódios, corre-se o risco de entrar numa espécie de monotonia, em que estamos sempre a ver os mesmos momentos, com alguns twists à fórmula pelo meio.

Dito isto, é bom ver que, apesar do panorama familiar, ainda se consiga fazer algumas mudanças. No caso desta semana, essa mudança ocorre perto do final do episódio, com um investigar da mente de David rotineiro a tornar-se numa cena saída de um filme de terror, com a própria mente a servir de sistema de defesa orgânica aos visitantes indesejados, transformando-se em algo saído das mentes de A Nightmare on Elm Street ou Halloween. Isto por si também ajuda a cimentar a série como uma série de super-heróis que foge por completo à fórmula pré-estabelecida por tantas outras séries do género.

Mas claro que nem só das memórias de David faz o episódio, já que, ainda pelo meio, tivemos mais uma dose de interações entre David e Syd (Rachel Keller), que conseguem trazer uma aura de relax e de leveza bem necessárias quando estamos a lidar com um tema pesado como a exploração da mente quebrada de David.

Um ponto interessante do episódio reside na forma como começa. O episódio começa com uma máquina de café falante (The future is here, guys!), a contar uma história sobre um lenhador e um grou. O que, pessoalmente, acho interessante é como esta história inocente pode ter um paralelismo aterrorizante com o trajeto atual de David. Mas, já sabem como é, food for thought.

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