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Gotham – 3×17 – Heroes Rise: The Primal Riddle

Gotham

Se tomaram atenção ao título do episódio desta semana, já terão reparado que Edward Nygma (Cory Michael Smith) assumiu grande parte do controlo do episódio. Desta vez em modo Riddler, Ed não olha a meios para tentar resolver uma das adivinhas que o tem assombrado (de uma forma qualquer): quem controla Gotham (e a audiência sabe a resposta: a Corte das Corujas). Mas claro que Ed, tentando fazer um nome para ele mesmo, convida James Gordon (Ben McKenzie) para mais um jogo de adivinhas mortal. Mal ele sabe que Gordon foi convidado para fazer parte da Corte, seguindo os eventos da semana passada.

Portanto, podemos ver Ed a fazer das suas artimanhas do costume. A única diferença é que agora, e seguindo um pouco o que a versão das bandas desenhadas costuma fazer, decide fazer as suas adivinhas mortais com recurso a estratagemas que reforçam o seu showmanship. Existe sempre, neste episódio, uma certa teatralidade nos mais estranhos métodos que Ed aplica. O que também torna na sua maior fraqueza, algo que Jim tem a sensatez (por uma vez na vida!) de explorar até à exaustão. Falando em Jim, o detetive encontrou-se numa posição interessante esta semana. Sim, Jim continua a demonstrar o seu dever como polícia da GCPD; no entanto, vê que quebrar algumas regras para cair nas boas graças da Corte para a depois destruir por dentro como uma oportunidade rara. Claro que nem todos gostam, com Harvey (Donal Logue) a apoiar o plano de Jim, apesar das suas reservas. O mesmo não se pode dizer de Leslie (Morena Baccarin) que, de acordo com as últimas tendências, parece querer lançar farpas a torto e a direito a Jim.

O mesmo não se pode dizer sobre os restantes momentos do episódio. Vimos Penguin (Robin Lord Taylor) e Ivy (Maggie Geha) a reunir o suposto exército de aberrações, mas, com o tempo de antena que lhe foi dedicado, somente reuniu Victor Fries (Nathan Darrow) e Firefly (Camila Peres). Ainda se teve uma “guerra civil” entre Barbara (Erin Richards) e Tabitha (Jessica Lucas), mas também ficou um bocado a desejar.

Mas o maior insulto da semana vai para Bruce Wayne (David Mazouz). Ou melhor, o Faux-Bruce. Sejamos sinceros: apesar de as cenas do Bruce real ficarem abaixo da média, ainda tens uns momentos de redenção. Mas o clone? Esses segmentos não possuem vida ou carisma inerentes. Tal como o clone, não possui uma réstia de alma, já que sabemos do destino final que o clone vai sofrer. Pelo meio, ainda se teve a uma pequena “origem” para a transição de Selina (Camren Bicondova) para a infame Catwoman. Mas se estranharam a familiaridade da cena, é porque foi retirada diretamente de Batman Returns. Numa série que tem demonstrado liberdade criativa para a criação dos seus vilões (umas origens mais convincentes do que outras), é de estranhar que não tenham feito algo original para uma das personagens mais icónicas da mitologia de Batman. Portanto, é tanto de saudar como de lamentar que tenham enveredado por um método “tradicional”.

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