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Rectify – Series Finale – 4ª Temporada

Rectify

A jornada do ex-condenado Daniel Holden chegou ao fim. Uma jornada introspetiva de um indivíduo que passou 19 anos numa prisão por um crime que não cometeu e a sua integração no mundo em que vivemos hoje. Nesta última temporada, Daniel forja o seu destino. Encontra amor, trabalho, amigos. Algo que, há uns anos atrás parecia inalcançável.

O Melhor: Tudo. Desde as maravilhosas personagens e atores que lhes dão vida. Aden Young é uma forma da natureza capaz de nos causar uma empatia instantânea. A narrativa calma, de progressão lenta e de contemplação é absolutamente magistral. A série encerra como uma canção agridoce que remata com carinho uma jornada difícil, uma viagem à redenção humana, uma ode à esperança. É impossível ficarmos imparciais a esta pérola de Ray McKinnon que, em poucos episódios, revela uma forte capacidade de entendimento do ser humano. Daniel encontra o seu final feliz e a lágrima que escorre nos nossos rostos partilha precisamente de toda a sua dor, ao mesmo tempo que abraça a ternura de um indivíduo que lutou para se integrar numa sociedade que foi evoluindo progressivamente. É, também, um registo único de televisão e um que merece ser visto por todos.

O Pior: Há apenas um único senão na composição poética deste exercício de televisão. Coube a Adelaide Clemens de trazer uma das personagens mais irritantes da série. Necessária, no entanto. Tawney é desprezível pela sua falsa inocência. Uma religiosa excessivamente “pura” que parece trazida de uma fábula infantil. Não tem maturidade e o seu ar doce chega mesmo a mexer com o nosso sistema nervoso. É tão irreal que se torna pouco credível.
Ainda assim esta é uma despedida maravilhosa e uma que irá permanecer no coração de todos os que a acompanharam.

Portanto, caro Daniel Holden, esta nota é para ti:

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Rectify é uma ode à natureza humana e termina com uma bela ode à vida, ao sentimento, à família.

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