Emerald City Mini-Reviews TV TV

Emerald City – Series Finale – 1ª Temporada

Emerald City

Dorothy Gale vive numa terrinha chamada Kansas na cidade de Texas… penso que não é preciso dizer mais. Todos conhecem a história do Feiticeiro de Oz. Esta é uma nova adaptação criada para o formato televisivo que, não só se revela interessante numa abordagem fresca do clássico, como é um festim visual para todos os que apreciam boa televisão fantasiosa.

O Melhor: Ao contrário do que os críticos alegam, Emerald City é um fantástico guilty pleasure. A série tem fragilidades, obviamente, mas não deixa de criar uma certa nostalgia e de manobrar a fantasia de forma bonita e interessante. O elenco é todo competente, com destaque para Adria Arjona e Ana Ularu que se revelaram duas excelentes estreias a liderar esta aventura. A realização de Tarsem Singh é também ela estonteante, tirando proveito de cenários Gaudiescos e utilizando a sua mente criativa para dar uma cor ainda mais viva ao mundo de Oz e de todos os clichés que já conhecemos dele. É importante referir que Emerald City não está formatada para grandes feitos, nem ambiciona ser mais do que apenas uma versão diferente deste universo que já conhecemos. Os twists são abundantes e propiciam uma aventura ainda mais empolgante ao longo da temporada, ao passo que as personagens são ricas em defeitos o que, por si só, confere um carisma ainda mais significativo à história. Mesmo não sendo magnífica, Emerald City constrói em torno da visão de Singh, uma fantasia que é o paraíso para todos os que, como eu, gostam de viajar por mundos novos, repletos de magia e com cenários exóticos. Conseguir trazer algo de novo a uma narrativa já cansada de tantas adaptações é um feito quase impossível e, ainda que nunca ambicione ser mais do que um guilty pleasure, a verdade é que Emerald City surpreende por saber conjugar os elementos visuais que a tornam tão especial às personagens interessantes que vão surgindo gradualmente.

O Pior: Ainda que sinta que Emerald City seja muito subvalorizada e subapreciada pelo mundo fora, nota-se claramente que a narrativa sofre quedas significativas. Vai tropeçando aqui e acolá não propriamente por se “afastar” do enredo original que a inspirou, mas sim pelos diálogos plásticos e pouco convincentes. Vincent D’Onofrio também não surpreende o que devia como o Feiticeiro e sente-se que a série perde um pouco por não criar um vilão tão carismático quanto era necessário. Resumidamente, se Emerald City polisse melhor os seus diálogos e apostasse mais na componente performativa de alguns dos atores que constam no seu elenco, talvez as pessoas a levassem mais a sério mas, mesmo com estes defeitos, dêem uma oportunidade e tirem as vossas conclusões. O mais certo é a NBC cancelar a série porque os custos não devem compensar as audiências e este é um daqueles casos em que vai ser um erro fazê-lo.

A série foi cancelada.

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Average Rating

Emerald City é visualmente deslumbrante ainda que sofra de algumas falhas narrativas. No entanto, é um guilty pleasure que encantará qualquer um.

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