Cinema Críticas

Crítica: Beauty and the Beast

Beauty and the Beast

Nome: Beauty and the Beast
Título Original: Beauty and the Beast
Realizado por: Bill Condon
Elenco: Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Josh Gad e Kevin Klide.
Duração: 129 min

“Um conto tão antigo como o tempo…” que chegou às salas de cinema e encantou toda a gente. A paixão entre a Bela e o Monstro já não é novidade para ninguém. Foi um sucesso quando a versão animada saiu em 1991 e nas últimas décadas foram várias as formas diferentes de contar esta bela história de amor, todas elas diferentes, mas nem todas fantásticas. A última versão, dirigida por Bill Condon, foi sem sombra de dúvidas a melhor delas todas.

A história segue uma jovem, Belle (Emma Watson), que se torna prisioneira de um horrível Monstro (Dan Stevens) para poder salvar o seu pai (Kevin Kline). À medida que os dias vão passando, Belle percebe que todo o castelo está vivo e começa a travar amizade com os empregados, que foram transformados em objetos, mas que conseguem falar e andar. A relação entre Belle e o Monstro, que começou bastante conflituosa, acaba por se transformar em companheirismo, amizade, cumplicidade e amor. Apesar disto, o Monstro não conta à amada que a única forma de quebrar o feitiço é fazer com que alguém se apaixone por ele.

A relação de Bela e o Monstro pode ter sobrevivido às aparências, mas ainda têm um grande obstaculo pela frente: Gaston (Luke Evans), um antigo soldado que se tornou caçador e que tem uma paixão obsessiva por Bela, apesar de ter várias mulheres atrás de si. Gaston tem em LeFou (Josh Gad), o seu fiel companheiro, um grande aliado que faz tudo para o ver feliz.

Emma Watson foi sem dúvida alguma a escolha perfeita para este papel de uma jovem inteligente, culta, apaixonada pelos livros e de personalidade forte. O seu aspeto físico vai de encontro à personagem de animação que nos foi apresentado em 1991 e as suas roupas eram verdadeiramente fenomenais: misturando o clássico com o moderno sem nunca fugir do estilo camponês presente em França no século XVIII.

Luke Evans, que já nos habituou a fantásticas performances, foi, mais uma vez, maravilhoso! O ator captou perfeitamente a essência egocêntrica e narcisista de Gaston e com alguns alívios cómicos em conjunto com Josh Gad, Evans marcou definitivamente este vilão e tão depressa não será esquecido!

Além de se focar no clássico, esta adaptação acrescentou vários pontos à história que nos permitiu conhecer mais profundamente algumas das personagens, que já nos eram tão queridas. É-nos explicado como faleceu a mãe de Bela levando-nos a compreender a necessidade que o seu pai tem de a proteger e mostra a enorme ligação que os une. Conhecemos também a história de infância do Monstro e o que o levou a tornar-se numa pessoa vaidosa e egocêntrica que culminou com o feitiço que assombrou o castelo e os seus habitantes. Compreendemos também a eterna lealdade que todos os funcionários têm para com o Príncipe, apesar do seu mau feitio.

A banda sonora e os efeitos especiais levaram-nos para um mundo, já conhecido, mas ao mesmo tempo novo. Apesar das ligeiras alterações, as músicas já conhecidas do público encheram a sala e puseram todos a cantarolar. E a criação dos empregados, sob a forma dos objetos falantes, foi bastante realista e a escolha dos atores que lhe deram a voz bastante acertada. Ewan McGregor (Lumière), Stanley Tucci (Maestro Cadenza), Ian Mckellen (Cogsworth), Emma Thompson (Mrs. Potts), Audra McDonald (Madame de Garderobe) e Gugu Mbatha-Raw (Plumette) estão todos de parabéns pela sua fantástica performance!
Não posso terminar sem deixar de dar o meu aplauso a um pequeno enredo secundário que se tornou obvio no final e tem causado polémica um pouco por todo o mundo: a homossexualidade de LaFoe. Foi subtil durante o filme todos, com pequenos olhares que dava a Gaston, ficou ligeiramente mais obvia quando o seu apaixonado o traiu e tornou-se obvia na última cena quando o seu caminho se cruza com outro homem (que já tinha dado pistas sobre a sua sexualidade). Os tempos são outros e acredito que esta intervenção abra novas portas para futuras adaptações da Disney.

Uma estreia fantástica com toda a plateia a aplaudir entusiasticamente no final, pois esta adaptação de Beauty and the Beast, era o filme que todos precisávamos nas nossas vidas, mas não sabíamos.

Trailer – Beauty and the Beast

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