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The Flash – 3×04 – The New Rogues

The Flash

Quando se teve um primeiro episódio da série (no geral) com o novo “Rogue” pelo meio, tivemos a introdução de Leonard Snart (Wentworth Miller) e da chegada dos inimigos mortais do Flash. Bem, nesta terceira temporada, The New Rogues apresentou mais dois inimigos do velocista: Sam Scudder/Mirror Master (Grey Damon) e Rosalyn Dillon/Top (Ashley Rickards).

Começamos logo o episódio com um flashback para a noite da explosão do acelerador de partículas, que concedeu poderes a Scudder e Dillon, na altura membros do gangue criminoso liderado por Snart. Vemos depois um flashforward para o presente, com Scudder e Dillon de volta à sua rotina criminosa e em busca de vingança contra Snart (que entretanto se meteu com as Lendas de Legends of Tomorrow). Embora os seus poderes concederam um certo desafio mental para Barry (Grant Gustin) e a equipa, além de transmitirem uma vibe que nos relembra a clássica história de Bonnie and Clyde, a verdade é que este duo é tão unidimensional que chega a meter dó. Isto tendo em que os Rogues são personagens complexas, basta ver como Miller e Dominic Purcell se entregam a Captain Cold e Heat Wave respectivamente, personagens tridimensionais por eles mesmos (se bem que a tridimensionalidade de Heat Wave foi melhor explorada em Legends of Tomorrow, mas continua válido).

Depois de tanto drama pessoal nos últimos três episódios, foi um alívio observar o grupo a passar por uma espécie de fase feeling good. Não quer dizer que os seus membros não tenham o seu espaço dramático, mas a sua execução relembra muito as várias comédias que encontramos pelo meio. O romance Barry-Iris (Candice Patton) continua a seguir em frente com grandes passos, com a parte em que Barry se sente incomodado pela supervisão acidental de Joe (Jesse L. Martin), o que leva a um par de situações que têm tanto de embaraçoso como de engraçado. O mesmo não se pode dizer do clima romântico que paira entre Wally (Keiynan Lonsdale) e Jesse (Violett Beane), mas o facto de estes dois jovens terem uma química bem patente nas suas cenas partilhadas quase que nos faz soltar um típico awwww. E parece que o romance também está a pairar nos ombros de Joe, que pode ter encontrado em Cecille (Danielle Nicolet) um potencial interesse amoroso. Mas é esperar para ver nesta relação.

Ainda a transmitir o vibe feeling good temos Harry (Tom Cavanagh), Cisco (Carlos Valdés) e Caitlin (Danielle Panabaker), que, com a possibilidade de Harry ter de voltar para a sua Earth-2, decidem arriscar numa loucura: encontrar um substituto de Harry. Podem criticar Tom Cavanagh o quanto vos apetecer no que se toca às suas escolhas no currículo, mas não se pode negar que o ator tem dado asas à sua imaginação na série da The CW. Desde desempenhando um vilão (primeira temporada) até a um “herói” com uma personalidade ríspida (segunda temporada), Cavanagh tem-se divertido a mostrar vários Wells com a mesma cara, mas com personalidades bastante diferentes. E este episódio não foi exceção, se bem que foi usado para efeitos de comic relief. E essa conclusão não podia ter sido melhor retirada depois de vermos um Wells sulista (parece ter saído diretamente do Velho Oeste), um Wells que (não, não gozo convosco ao dizer o seguinte) é um mimo francês. Até se teve direito a um Wells que, na falta de um melhor termo, é um hipster!

Mas é claro que o episódio não podia fechar sem um foreshadowing de algo bastante grave a chegar. E tivemos direito a isso… com um enigma incorporado por uma Caitlin que, desde o segundo episódio, está cada vez mais perto de se revelar como a Killer Frost da Earth-1!

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