Cinema Críticas

Crítica: Moonlight

Moonlight

Nome: Moonlight

Realizado por: Barry Jenkins

Elenco: Mahershala Ali, Naomie Harris, Ashton Sanders, Janelle Monáe, Trevante Rhodes

Duração: 111 min. 


Vi o filme sem saber muito sobre o mesmo e acredito que esta seja a melhor maneira dele ser visto, de forma a sermos completamente envolvidos na história e na vida contada. Sim, Moonlight é a vida de um rapaz negro gay em Miami e toda a sua descoberta interior. O filme é dividido em três partes: a infância, a adolescência e a idade adulta, sendo cada um dos segmentos focados na personagem principal, Chiron, e na sua relação com as pessoas que influenciam e importam em cada parte da sua existência.

O meu maior aplauso vai para o realizador, Barry Jenkins, que com a sua câmara intimista e segura, faz com nos conectemos com aquela história, aquela vida, aquele rapaz. A fotografia do filme é também absolutamente maravilhosa e penso que toda ela feita e pensada para que todo o nosso olhar se centrasse no protagonista.

As performances de todo o elenco são poderosas e inesquecíveis e nesse campo tenho de destacar dois atores, ambos nomeados para o Óscar de melhor ator secundário e melhor atriz secundária. O ator Mahershala Ali, que no papel de Juan, assume uma importância inigualável na vida do pequeno Chiron. Aparecendo exclusivamente na parte 1 do filme, Juan “salva” o pequeno rapaz de uma situação de bullying, tornando-se a partir de então na figura paterna que lhe fazia falta.

Do outro lado temos a brilhante Naomie Harris, a mãe de Chiron, Paula. Na pele de uma viciada e numa performance dura e crua, a atriz mostra-nos a decadência de uma mãe que põe sempre o filho em segundo plano para o vício.
Há apenas um pormenor que me faz não considerar o filme perfeito. Acho que o final pedia que fosse mostrado um bocadinho mais daquela vida em que a esta altura já estamos completamente envoltos. Mas até nisso é diferente do que estamos habituados.

Barry Jenkins é um incrível contador de histórias e a de Moonlight é humana é universal, impossível de não tocar e não nos relacionarmos com ela. A mensagem está lá e faz-nos questionar imensa coisa, independentemente da raça, da sexualidade e do local do globo em que nos encontramos.

Trailer – Moonlight

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