Masters of Sex Mini-Reviews TV TV

Masters of Sex – Season Finale – 3ª Temporada

Masters of Sex

O Melhor: Voltar a ver Virginia Johnson e Bill Masters é sempre um dos pontos altos do Verão. A clínica de consultadoria sexual está aberta e novas personagens, bem como algumas já mais antigas, vão enchendo os consultórios destes dois entusiastas pela sexualidade. Emily Kinney MusicJosh Charles, Judy Greer, Isabelle FuhrmannRob Benedict são alguns dos novos rostos que adornam a temática desta terceira temporada de Masters of Sex. Eles trazem uma certa alegria, bem como as pequenas cenas em que os já veteranos Beau Bridges e Allison Janney aparecem. A narrativa da série é, como já habitual, requintada e os anos passam e Lizzy Caplan parece ainda a bonequinha adorável e jovem como começou o que, a certo ponto, prejudica a veracidade factual do produto… mas os pontos negativos chegam mais à frente. Apesar de a temática continuar interessante do ponto de vista medicinal e com algumas cenas bem caricatas com o pouco à vontade que sente nos anos 60 na vulgaridade do sexo, Masters of Sex perdeu um pouco do seu amor-próprio. Perdeu porque insiste em manter sigilosamente a relação ilegítima de Bill e Virginia, que sempre foi o núcleo romancista da narrativa, perturbando o avanço da história. Contudo, há que dar mérito ao talento magnífico da dupla protagonista aliada às presenças especiais de qualidade, providenciando um serão encantador na longa hora do episódio. O final é absolutamente belo, que quebra o nosso coração em mil pedacinhos quer de emoção, quer de ternura, fazendo-nos esquecer um pouco o aborrecimento dos episódios anteriores e deixando-nos impacientes para o seu regresso. De facto, Masters of Sex é um triunfo televisivo que devia ser apreciado pela população mundial, não só pela força da sua temática (e pertinência), como pela abertura de horizontes em “tempos de trevas” no que toca a assuntos tabús como a homossexualidade e a discriminação social.

O Pior: Como referido em cima, Masters of Sex perdeu um pouco do seu carisma no arrastar de algo que devia já ter sido resolvido quase desde o início da série. A presença de Josh Charles, por muito boa que seja pelo seu talento como ator, prejudicou ainda mais a segurança da história que, não só a encheu com mais um obstáculo ao relacionamento Johnson-Masters, como provoca no espectador uma clara sensação de déjà vu. “Lá vamos nós outra vez para mais do mesmo”, pensamos nós. O argumento continua interessante mas, por vezes, embrenha-se demasiado em situações idênticas e põe em causa o avanço sistemático da linha de fundo. E depois há aquele pequeno pormenor que todos os fãs pensam mas nunca dizem em voz alta: aquela Lizzy Caplan continua lindíssima com o passar dos anos e nada parece alterar o seu físico, nem mesmo o tempo! Pormenores à parte vá, mas vamos lá meter uma maquilhagemzinha na “senhora” porque, no fundo, os anos passam e o físico também se altera. Mas apesar de tudo, se querem glamour e um “paleio de sexo” com palavras bonitas e adequadas, mesmo só por curiosidade, vejam a série porque vale a pena.

A série foi renovada para a 4ª temporada.

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Apesar de manter o seu carisma, Masters of Sex continua a não conseguir sair do seu maior dilema: juntar os protagonistas.

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