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Gotham – 3×03 – Mad City: Look Into My Eyes

Gotham

Depois de dois episódios que pareciam estar a atirar a série para o formato do “monstro da semana”, eis que Look Into My Eyes dá um passo atrás para um episódio mais “tradicional”. Sim, ainda houve uma paciente de Indian Hill envolvida pelo meio (Naian Gonzalez Norvind), mas nada muito explosivo.

O episódio serviu como introdução a mais uma personagem icónica do mundo do Batman, Jervis Tetch/Chapeleiro Louco (Benedict Samuel), que chega a Gotham para encontrar Alice, a sua irmã. Muitos fãs deliraram quando fizeram imensas referências a Alice in Wonderland by Lewis Carroll na temporada anterior, talvez com a possibilidade de ver um Mad Hatter com habilidades especiais. Não se viu isso, e felizmente só serviu para mostrar que, mesmo sem habilidades sobrenaturais resultantes de manipulação genética, há pessoa normais que conseguem ser verdadeiros monstros. É esse o caso de Jervis Tetch, que demonstra um talento natural para o hipnotismo, ao ponto de se aproveitar deles para atingir os seus fins.

O episódio também marcou o regresso de Leslie Thompkins (Morena Baccarin) à cidade e com o seu velho trabalho de volta. Mas Lee não veio sozinha, já que trouxe com ela o seu noivo, Mario (James Carpinello). Apesar de ser ainda cedo para ver o que este casal consegue oferecer por eles próprios, foi interessante ver os efeitos da sua relação a fazerem sentir-se na pele de Gordon (Ben McKenzie).

Entretanto, Penguin (Robin Lord Taylor) ganha ainda mais poder entre o povo de Gotham, ao ponto de se auto-propôr como candidato para o cargo de Presidente da Câmara. Sim, é uma linha narrativa um bocado familiar (pelo menos, para quem viu Batman Returns, de Tim Burton), mas não deixa de ser interessante o trajeto que o criminoso irá tomar para atingir os seus fins. E pelos vistos trazer um “velho amigo” já mostra que Oswald Cobblepot não vai estar para brincadeiras.

A parte mais fraquinha foi mesmo o arco narrativo de Bruce (David Mazouz) e Alfred (Sean Pertwee), que deram de caras com o clone de Bruce (também Mazouz). Infelizmente, isto também não traz nada de novo (tantos filmes que recorreram à velha trupe do “clone que quer substituir a vida do original”). E Mazouz, por mais jeito que tenha para interpretar um Bruce Wayne a caminho da adolescência, não tem estofo para interpretar um clone que já se sabia que não estava a brincar e a fazer com que todos façam figuras de palhaço.

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