Cinema Críticas

Crítica: The Mummy

Nome: A Múmia

Título Original: The Mummy

Realizado por: Alex Kurtzman

Elenco: Tom Cruise, Sofia Boutella, Annabelle Wallis, Jake Johnson, Russell Crowe

Duração: 107 min.

Antes de mais quero apenas referir o peso que The Mummy carrega às costas, sendo o primeiro filme de um novo universo criado por Alex Kurtzman (produzido pela Universal Pictures) chamado Dark Universe. O universo já conta com futuros filmes em produção, tais como The Invisible Man, Van Helsing e Bride of Frankenstein.

Sinopse: Após ser sepultada nas profundezas de um deserto implacável, uma antiga rainha (Sofia Boutella) desperta, trazendo a sua malícia alimentada durante séculos. O protagonista Tom Cruise sobrevive ao despertar da múmia e tenta descobrir os seus segredos.

Nick Morton é o protagonista deste filme, e Tom Cruise safa-se nesta performance. Nick não é o herói que estamos habituados que Cruise seja, mas sim um descobridor/saqueador de tesouros. No entanto, Cruise consegue transportar parte do seu carisma para este personagem, fazendo a sua presença ser sentida em cena, tanto realizando acrobacias como interagindo com outros personagens, conseguindo até com que o humor resulte numa cena em que fosse desnecessário.

Ahmanet é a antagonista do filme, e a performance de Sofia Boutella é de certa forma inesperada. A atriz argelina consegue passar para o ecrã todos os sentimentos da sua personagem, todos os seus momentos de dor, raiva e desespero, fazendo com que, a certa parte do filme, o público simpatize com o vilão.

Russell Crowe faz um papel brilhante dando vida a Dr. Henry Jekyll, um misterioso líder de uma organização, que deixa o público intrigado e cada vez mais sendento por respostas. Mas o filme não está recheado de personagens boas e interessantes. A personagem de Annabelle Wallis (Jenny Halsey) não se encaixa no filme. Passa o filme sendo apenas uma “donzela em apuros”, já para não mencionar o mau desempenho da atriz neste papel. Outra grande aposta foi para o personagem Chris Vail, protagonizado por Jake Johnson, que é completamente descartável do filme, aparecendo aleatoriamente no filme com o único propósito de “tapar furos” do enredo. Ambas as personagens (Jenny e Chris) são completamente desinteressantes e não possuem uma função de relevo para o filme.

Em relação à edição de imagem, posso afirmar com toda a certeza que os efeitos especiais são fantásticos, muito detalhados e sem exageros. As cenas de ação são emocionantes e cheias de adrenalina. Desde os movimentos das criaturas até à queda de edifícios, o CGI é bem aplicado e serve o seu propósito. A banda-sonora contudo não é nada de extraordinário, dando certa vida às cenas, mas poderia ser muito melhor aproveitada.

O argumento tinha tudo para ser um sucesso, com a participação do vencedor do Óscar de Melhor Argumento Original (1996) Christopher McQuarrie, e do génio por trás de Jurassic Park, David Koepp, mas desiludiu bastante. Sendo composto por seis escritores, nota-se perfeitamente que há uma colisão de ideias entre os mesmos. O prólogo do filme é bastante bom, mas rapidamente o enredo deixa de ser coerente, perdendo completamente o rumo. O humor não se adequa ao tentar misturar comédia com o seu tom negro e sombrio.. O enredo não é aproveitado ao máximo, fazendo parecer que os escritores têm mais “olhos que barriga”, apresentando ao espectador a um novo universo de “monstros e deuses” e em simultâneo contando uma história independente, que tropeçou nos próprios cordões.

Concluindo, a produção audiovisual foi excelente, os momentos de ação foram emocionantes e os efeitos especiais foram impecáveis, mas o filme perde todos estes pontos na argumentação. No entanto, o filme não deixa de contar com excelentes performances, como as de Russell Crowe e Sofia Boutella.

Trailer – The Mummy

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